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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

FUCKING POEM

Outro dia desses te conheci. Gostei de como foi.
Acabei por me importar mais do que deveria.

Acabou sendo uma noite de encontros e desencontros.
Eu estava decidido, não podia perder mais tempo
porque já o tinha perdido a vida inteira.

Eu estava alterado, como todos na ocasião
e, quando me surgiu, foi muito bom.
Te senti na minha boca, quase como de imediato,
tentei retribuir do jeito que pude a paixão que senti,
do jeito mais desajeitado e menos atraente possível.
Quando descolamos, acreditei que tivesse acabado,
mas aquela noite durou uma eternidade.

Ouvi declarações, e tentei fazer também,
porém creio terem saído da maneira errada.
Naquele dia te dei muitos beijos e um pouco

do que poderia ser meu coração numa bandeja.
Só mantenho a lembrança, da forma mais maníaca
e possessiva que pode-se imaginar.

TIREEEEEEEEEED

Honestamente, estou cansado, eu disse CANSADO dessa instabilidade emocional. Mudo de humor com a mesma facilidade com que troco de roupas, aliás, é mais fácil ainda. E mais rápido, o que só fode com tudo de vez.

Não sei explicar o que me acontece, de verdade. Muda o tempo eu já viro a pessoa mais carente da face da Terra, de repente me acho lindo, aí lembro que estou sozinho e fico procurando por defeitos em mim mesmo e consigo encontrar vários, afinal sou humano e nenhum humano que se preze se dá o luxo de ser perfeito.

Me sinto gordo, depois lembro que emagreci pra caralho, aí me acho feio, mas lembro que tem gente pior. Daí penso que um dia serei feliz, mas lembro que não sou tanto assim hoje e que a probabilidade de isso acontecer no futuro é muito remota, uma vez que estou nos meus dias de ouro e tenho: N-I-N-G-U-É-M!

Eu tenho expandido meu ciclo social consideravelmente bem, mas não consigo me manter num só humor ou com um humor normal, de gente. Eu sou sempre o esquisito e sempre sou contrário à várias coisas. Podem existir diversas explicações, eu sei, mas é difícil para que eu entenda que talvez, e somente talvez, nada disso tenha a ver comigo. Porque, afinal, como eu já disse, nenhum humano que se preze se dá o luxo de não ter defeitos. Creio que nos atraiamos justamente por isso. Nossos defeitos nos chamam um no outro. Aí entra a minha depressão, já que consigo encontrar uma justificativa romantica em quase toda bosta de sentimento que vivo, mas vida romantica está bem impossível no momento.

Eu entendo que antes de fazer minha cirurgia não vou nem conseguir entrar num relacionamento, não me sentiria a vontade para fazer sexo e sei que sexo é necessário para relacionamentos, ainda mais na minha idade. Tenho de ser coerente. Estou procurando por alguém da minha idade e quero começar um relacionamento privado de sexo?! Onde estou com a cabeça?

Não sei mais o que pensar. Tenho medo de ficar falando com meus amigos porque vão me achar ainda mais insuportável do que já sabem que eu sou e não estou a fim de ficar sozinho inclusive no quesito amizades até o final da minha vida. Mas queria muito desabafar. Não é mesmo coisa aqui, por trás do nome de um pseudônimo, num lugar onde ninguém vai ler os meus sentimento a respeito de ter ninguém na minha vida. Está aí um pessoa presente na minha vida, sempre: Ninguém!

Ah, esse eu conheço como nunca conheci nenhuma outra pessoa antes. Porque, como todos que já leram alguma bosta de publicação aqui sabem, eu não fico com alguém, eu não falo com alguém, eu não convivo e nem vivo com alguém. Eu sobrevivo comigo mesmo e não tenho perspectiv de mudanças.

Raiva me consome um pouco agora, mas no ritmo dessa música depressiva que estou escutando agora, logo logo entro em depressão de novo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

ATRASO DE VIDA

Final de semana passado saí. Como raramente acontece na minha vida, conheci gente nova. Na realidade as pessoas eu já conhecia, mas acabei me tornando mais próximo nas ultimas semanas. Me chamaram para sair e eu estou nessa fase de querer sair todo final de semana porque não aguento mais tédio em casa. Já tenho tédio demais na minha vida; aulas de filosofia baratas, trabalho onde não se trabalha - pelo menos não com o que eu gosto, de verdade... Enfim, estou adorando minha vida de baladeiro.
Quando me chamaram, foi uma surpresa, na realidade, porque eu não tinha consciência de que já era tão querido por estes, que hoje me são muito queridos também. Voltando à história; saímos, chegamos em um lugar que eu não conhecia. Uma balada hétero. Fiquei meio apreensivo; não tinha ido até baladas hétero antes porque adoro me soltar na pista de dança e soltar a franga, mesmo. Foi então que amigos dessa minha amiga me disseram que sempre rola mais gay em balada hétero do que nas próprias baladas gays. Uma lógica um tanto quanto confusa, mas que eu comprei, já que queria me divertir a qualquer custo.
Acabou que a dica, conselho ou relato por experiência, não sei, estava certo. Nunca - pasmem - nunca, eu tinha ficado com um cara numa balada, e sempre fui nas gays. Inclusive já fiquei com uma menina numa balada gay; estranho, mas real. Pois bem, nessa balada hétero fiquei com dois meninos. O primeiro eu nem tinha intenção de pegar alguém, ele estava passando atrás de mim, eu enrabei e ele topou, aí já senti encaixar o rebolado e ficamos. Foi bom, sem sentimento algum.
O segundo foi mais por acaso ainda. Contextualizando-os, era uma festa open bar. Sim, eu estava BEM alterado, rs. Esses que me chamaram para sair, fumam. Fui fazer companhia a eles no fumódromo, pois sempre faço quando saio com fumantes. Não ligo para a fumaça dos cigarros, até fumo de vez em quando.
Voltando, cheguei lá e os cretinos já tinham feitos mais amizades - preciso aprender isso com eles, fazer amizades fácil. Quando cheguei, inesperadamente me choveram elogios, como "sorriso lindo" "fofo" "se eu não fosse lésbica, seria pai do meu filho" etc. Se eu adorei? Creio nunca ter sido igualmente elogiado na minha vida. Foi muito bom. Então me apresentaram a segunda vítima de meu ataque... hahaha
Lembro (quase) claramente:
(amiga da minha amiga) - Esse daqui é o Gustavo. Ele nunca ficou com um Gustavo...
(eu) - Sério?! E quer ficar?
Já deu para perceber que foi rápido, né?! Pois é, a bebida nos faz isso. E é o que eu mais gosto nela! rsrsrs
Ficamos juntos o resto da noite. Nos perdemos algumas vezes, ele quis sentar no sofá e ficamos abraçadinhos, depois rolou um clima muito sexual, tipo ele me arrastou para um canto e tirou meu pênis para fora da calça, fiz o mesmo e masturbamos um ao outro. Eu estava tão alto que nem lembrei da minha vergonha pela fimose... Quando pensei nisso ele já estava... Vocês sabem...
Enfim, adicionei em facebook, peguei telefone e tudo mais, e não por iniciativa minha.
Mas é aí que começa a pior parte.
No dia seguinte mandei mensagem, falamos um pouco e dormimos. Mandei na segunda feira, ele demorou muito para responder e já fui perdendo minha esperanças. Fiquei um dia sem mandar e na quarta, a mesma demora.
Resolvi que não seria chiclete e não deixaria pensar que eu estava apaixonado, embora estivesse quase. Então não mandei mais nada e esperei pelo contato dele. Surpreendentemente (só para mim, todo mundo já sabia) ele não mandou nada. E ainda fiquei com essa estranha obsessão para com ele. Fico olhando seu status e vejo que está online, daí fico imaginando com quem está falando e o que fiz de errado para perdê-lo.
Desnecessariamente dramático, eu sei, mas todos aqui já me conhecem bem.
Hoje ele postou um trecho de um texto que fala sobre como é bom ser solteiro e etc... Enfim, para resumir, eu perdi as esperanças. Fiquei triste de não poder tê-lo em meus braços de novo, mas aliviado por finalmente ter uma posição, saber o que esperar.

Para encerrar, vou fazer uma espécie de Post-Scriptum, para explicar o que talvez justifique essa obsessão; quando estávamos na festa ainda, minha amiga veio me elogiar de novo, e eu já estava com ele. Quando ela disse de novo "se não fosse gay, seria pai do meu filho", ele respondeu:
 - Sabe por que essas coisas não acontecem? Porque ele vai ser meu!
 Na hora, como eu disse, estava alterado, então nem liguei. Mas isso fica batendo na minha cabeça e ainda mais por ele ter me dito, na hora, que não estava mal porque não tinha bebido tanto... Se ele estava consciente... Eu não sei mais o que pensar.
Pior; tenho medo de começar a pensar e acabar chegando à conclusão de que quero correr atrás dele... Isso só me foderia de vez.

 Já falei que a carência é uma merda, daquelas bem grandes e fedidas? Porque é. Senão pior. ¬¬

domingo, 3 de agosto de 2014

50 TONS DE CARÊNCIA

O mais triste é que se eu desaparecesse agora ninguém - além de família, é claro- sentiria a minha falta.
Eu chego a implorar por um sonho onde eu tenha alguém especial; um amor recíproco que me entenda e que me faça sentir tao especial quanto ele pensa que sou e tao especial quanto ele será para mim. Se é confuso de escrever, imagina sentir.
Fico meio chateado com isso tudo porque, na minha idade, as pessoas já tiveram milhões de relacionamentos e seus pedidos mais distantes de se realizarem são viagens ou coisas de marcas caras. Enquanto eu só queria estar com alguém.
Eu fico me policiando para sempre usar o termo "estar com alguém" ao invés do habitual "ter alguém", mas, pensando bem, eu queria ter alguém, mesmo. Ter alguém não no sentido de posse contra sua vontade; ter alguém que estaria tão encantada por nosso amor que se entregaria de corpo e alma por isso, bem como eu faria.
Parece que isso só se passa em sonho. Ainda ontem comentei com minha amiga que não vejo possibilidades de começar um relacionamento, simplesmente porque não sei onde conheceria o tal. Em nenhum dos ambientes que frequentou, existe a mínima possibilidade de conhecer alguém por quem eu possa me interessar.
Mas eu adimito que queria muito, mesmo, que esse sonho virasse realidade e eu tivesse novamente vontade de acordar no dia seguinte. Drama barato, eu sei, mas é que não da mais. Eu falei que me aposentaria disso por um tempo, mas a ideia fica rondando minha cabeça. É difícil não pensar nisso porque sempre ten um casal por perto, ou historias felizes, ou momento de carência e, poxa, isso é um saco.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A LEMBRANÇA

Sobre outro momento, achei legal seguir o "padrão"...

Outro dia desses te conheci. Não liguei pra isso.
Acabei por te notar tarde demais, na verdade.
Minutos depois nos perdemos e, depois, reencontramos.
Eu estava decidido, não podia perder mais tempo
e acabei por agarrar a oportunidade que tive -
coisa que eu não sabia que tinha
tamanha capacidade de fazer.
Senti sua mão na minha nuca, imediatamente
agarrei sua perna, onde consegui alcançar,
do jeito mais desajeitado e menos atraente possível.
Quando descolamos, sabia que não mais te veria
Mas não consegui fazer nada senão esperar
Por outra chance ou que você se atirasse,
o que eu sei que jamais faria.
Naquele dia te dei um abraço e um simples
beijo no rosto.
Só mantenho a lembrança, da forma mais maníaca
e possessiva que pode-se imaginar.



 O primeiro: http://prarespirar.blogspot.com.br/2014/05/o-papel.html

TWEET

"Eu sei que escrever mais de 140 caracteres é relativamente contra a política e intenção do site, mas, às vezes - não sempre - precisamos escrever mais do que isso, de uma vez só e sem tentar ser engraçado ou chamar atenção de qualquer maneira que seja.
Aliás, comecei a utilizar de fato esta conta que tenho desde sabe-se lá quando, com o único propósito de falar o que eu teoricamente não posso, ou simplesmente não quero, em outros lugares. Em meu nome.
E tenho me sentido culpado - como sempre, na verdade - por algo que não é minha culpa. Eu realmente não acho que eu seja obrigado a fazer coisas que eu não queira, pelo menos por ora, e também não acho que todos ao meu redor são obrigados à entender; é só que me parece algo tão simples! Não vou entrar nos detalhes sórdidos, mas acho de tamanho egoísmo pensar apenas no seu lado. Acreditem, considerei todos os lados possíveis e imagináveis para isso e, a única explicação plausível, é que eu nunca signifiquei nem nunca significaria nada. Honestamente, não é o que eu quero. Li esse dias "Não estou procurando nada, porque não perdi", e isso me fez incrível sentido.
Escrever o que penso, aqui, me dá certo alívio. Por isso me sinto na obrigação de fazê-lo.
Mesmo que ninguém vá lê-lo (e principalmente por isso)."

sexta-feira, 4 de julho de 2014

ATUALIZAÇÃO

Bom, o que posso dizer? Minha vida continua na mesma.
Claro, agora tenho um emprego e faço coisas que, em maior parte, gosto - e sou muito grato por isso.
Ainda não estou namorando ninguém. Não lembro se cheguei a mencionar aqui, mas comecei a utilizar o Tinder com o intuito de achar alguém.
É difícil, na verdade. Muito engraçado, devo-lhes confessar; julgar os outros sem compromisso nenhum e ainda rir das pessoas feias me deixa entusiasmado! rs
Mas é difícil. Quando encontro alguém em quem eu (incrivelmente) não aponto defeitos, tem ainda a questão inteligência e tudo mais.
Tenho trocado mensagens pelo whats app com um dos matches. Ele é legal e fala de um jeito todo especial, o que faz dele especial para mim.
É só que eu estou tão carente que qualquer coisa já me faz envolver e eu não gosto disso. Apesar de ser ótimo sentir que eu não estou morto e que ainda tenho a capacidade de me apaixonar, mesmo com o coração cheio de hematomas, é horrível ficar com dúvidas.
Dúvidas sobre se ele é quem diz que é, quem aparece na foto - porque isso tem influência SIM, nem adianta tentarem me convencer do contrário, porque é mentira. Dúvidas sobre o sentimento que estou desenvolvendo contra a minha vontade será correspondido. Dúvidas sobre o por que ele demora TANTO para responder o whats app que eu mando. Dúvidas sobre, se ele gostar mesmo de mim, será que vai dizer "eu te amo"? Dúvidas sobre o que vai acontecer se, um dia, terminarmos. Será que vou entrar em depressão ou fazer qualquer babaquice que as pessoas por aí vivem fazendo?
É claro que não sei nenhuma dessas respostas e, mesmo que soubesse, a maioria não mudaria minha vida. Mas sou assim, sofro por antecipação.
Queria saber lidar melhor com tudo isso, mesmo. Parece que sou uma criança recém chegada na pré-escola e se deparando com o primeiro amor. Óbvio que esta posição já foi ocupada na minha vida, de ambas as formas - por homens e por mulheres.
Não sei, só precisava desabafar, por que me sinto preso, sem ter para quem contar o que me acontece.

terça-feira, 24 de junho de 2014

TRISTE REALIDADE

Eu sou o que eu sou e ninguém pode negar; quem me conhece há pouco sabe como eu sou e quem me conhece de longa data até adivinha o que vou fazer.
Posso ser o quão rebelde eu quiser, mas nada vai mudar este fato: sou previsível.
Ok, até visto a carapuça. O problema é: "No que focar quando você aceita?". Eu já aceitei muita coisa na minha vida; minha sexualidade, meu jeito, tudo o que é meu e que eu fui descobrindo aos poucos eu fui aceitando, até mesmo a minha suposta incapacidade de dizer não e de fazer com que as pessoas me olhem como um monstro ou qualquer coisa do gênero (na verdade a capacidade eu tenho, só não gosto muito de usar) - contra as quais eu travo uma batalha diária.
Ou seja, eu mudo, sempre e constantemente. Gosto disso até, não tenho como me descrever porque detesto atualizações de coisas já feitas, prefiro fazê-las de novo, então é melhor simplesmente não descrever para não ter que corrigir.
E nisso de ter no que focar eu me pergunto: Qual a minha razão? Pelo o que eu luto? Por quem eu lutaria?
E eu não sei. Não tem ninguém nesse nível na minha vida. Lógico, tem família, mas creio que todos sabem que não é disso que estou falando. Isso é um cuco permanente que, de vez em quando, vem (me) atormentar.

A carência pode ser definida de vários jeitos, dependendo de por quem ela está sendo sentida. No meu caso, é a falta de ter alguém com quem contar, para tudo, alguém que eu possa realmente abraçar da maneira que eu quero, alguém que me dê a mão e que enxergue beleza onde nem eu posso; em mim mesmo.
Eu sei, eu sei, sou um eterno romântico/iludido, mas, como já disse, tem coisas das quais não podemos fugir, e essa é uma delas - infelizmente, diga-se de passagem.

É simplesmente incrível como eu adoro dar voltas e não falar nada, né?! Mas, na verdade, a razão de tudo isso é que me interessei por um garoto do twitter - sim, de novo.
Eu não sei, é que eu fico tão preso em casa que as janelas que se abrem perante a mim sempre são através da internet. O foda é que eu nem falo com ele, nem com ninguém além da minha irmã naquele site e é estranho eu ficar me interessando assim pelas pessoas que eu nem conheço e nem sei nada a respeito... Pode ser carência, claro que pode, mas o fato é que eu fiquei interessado. Vê-lo chorar me deixou de coração partido, ainda mais quando eu sei que é por outra pessoa.

Estava realmente triste hoje (eu). Fui levar minha irmã até o fim de mundo em que ela vive e voltei com pensamentos suicidas. Só pensamentos mesmo, eu me acho muito inteligente para tentar alguma coisa na verdade. Mas não é meu habitual.

Mais uma vez, a conclusão lógica e que resume toda a minha vida; eu preciso de um psicólogo, não de um namorado.

domingo, 15 de junho de 2014

MAIS POEMAS

Não me interessa muito o que alguém que esteja lendo este blog pense, afinal nunca ninguém comenta nada mesmo. Aliás, o intuito desse blog não é ser visto, portanto se tem alguém vendo... Não precisa ir embora, mas não faço nada especificamente para ver. Porém, pode sentir-se a vontade.

Enfim, tem mais poemas que fiz e são esses:

Não é bem
nem bom
É só o medo
que pode ser um
ou outro
Mas que decidiu-se
pela indecisão

Não tem alívio
Não tem pressão
Nem a vontade
é mais noção
Do que a dúvida
da necessidade
Sobre a razão

Podem ser dois, pode ser apenas um. Interprete como quiser.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

POEMA

Seguindo pelo caminho que dei início ontem, de madrugada escrevi outro poema.

Enquanto você discursa o não
Teu peito explode com um simples talvez
E pode ser que não saibas, mas
O surgimento da tal luz que nos é prometida
Acaba por não apenas iluminar o fim
Mas o túnel por completo
E a escuridão teme mais que tudo essa claridade
Então por mais errado que nos pareça
Agarre quem te quer, se o quiser de igual forma

SARAU

Estava aqui, sem saber para onde minha criatividade se apontava. Decidi, então, escrever poesias e gostei. Daí, vou postá-las aqui, agora. São quatro poemas, teoricamente ligados ao mesmo tema. Não têm títulos, mas prefiro-os assim mesmo.

A beleza de deixar aproximar
o inaproximável
E sorrir no que dói
É a mesma de sonhar
com o impossível
E sentir alívio



Quando penso no teu rosto
Sinto o teu toque
E quando vejo teus olhos
Sinto teu cheiro
Mas quando engulo-te
Sinto apenas o teu gosto




Enquanto me inclino
Para pensar você
Minha vida se inclina
Para por cima da sua
E para baixo de novo
Envolvendo-te num laço
Que reluta sem forças
E nos junta
Como num só


terça-feira, 10 de junho de 2014

RABISCO

Depois de um trabalho da faculdade, no qual tive que me expressar através de desenhos - com os quais não sou nem um pouco bom -, descobri que sei fazer uns rabiscos que parecem com alguma coisa. Considerando que é um tipo de arte BEM relaxante, procuro sempre fazê-la.
Nem sempre consigo me expressar apenas com imagens, por isso tem algumas palavras ou até frases. Mas, sei lá, eu gosto desses desenhos.
Esses dois abaixo são de minha autoria:

  
 Não sei ao certo, acho que gosto da ideia de (tentar) desenhar olhos porque acredito no lance de porta da alma, etc...
  

Esse foi mais pensado em como um conselho para qualquer que se atreva e iniciar um relacionamento comigo.

terça-feira, 3 de junho de 2014

A GRAÇA DA DESGRAÇA


É engraçado como reagimos a certas situações com as quais nos deparamos.
Como já é de conhecimento geral, estou vivendo uma época de desesperos; não choro mais de madrugada tem um bom tempo, desde que superei o falecido, mas ainda assim me sinto carente ao extremo. Frases de autoajuda não me ajudam nem um pouco. Não consigo acreditar nesse papo de "você tem que ser feliz sozinho".
É claro que entendo e concordo plenamente com a parte de que ninguém vai te completar; se você não consegue se manter em pé sozinho, se mata, porque ninguém vai fazê-lo por você - péssimo com metáforas, se não entendeu, não tente.
A questão é que eu já atingi meu apse comigo mesmo. Agora preciso de companhia! Para evoluir como pessoa e aumentar minha bagagem, preciso vivenciá-las.
Não digo que estou procurando um namorado apenas para viver novas experiências e carregar isso sozinho para o túmulo. Claro que não! Eu quero viver com alguém especial.
Essa é minha motivação para tudo isso. Meus conceitos acabam por se perder no meio de tanto desespero. Desespero esse, que engole tudo o que vê pela frente. O que me salva é ser tão romântico e patético que o desespero acaba morrendo de tédio.
Tenho a devida noção de que não casarei com o meu próximo namorado. Assim como provavelmente morrerei odiando meu marido. Ou não. Como sempre, o futuro sendo tão imprevisível.

Na verdade, minha principal objetivação com este post era escrever sobre como estou me apaixonando por um cara do twitter e que não conheço; nunca vi na vida. Vi umas fotos no instagram e um vídeo que ele fala umas coisas - e que voz! Eu só sei que não vou me deixar cair nessa de novo.
Preciso ser bem sincero. Nos ultimos dois dias eu tenho prestado atenção nele e meio que me entregado. O bom da paixão platônica é que ela não depende de resposta. Mas não quero nutrir nada disso dentro de mim porque sempre pretendo que acontece algo não-platônico. E, se por um acaso entranho do destino, eu conseguir, vai ser muito mais uma relação de fã-ídolo do que namorado.
Honestamente estou cansado de sempre ser o babaquinha apaixonado. Talvez tenha sido isso que me chamou atenção nele; ele também é como eu, apaixonado ao extremo. Tanto que tenho medo de insistir em uma e ele tentar encontrar o ex-namorado dele em mim, o qual ele claramente não superou.

É impressionante como tenho um mega ímã que atrai tudo que é problemático na face da Terra, né?! O pior nem é atrair, é ser problemático também e ainda aceitar esses problemas.
Não sei mais o que fazer. Quase fiz uma loucura hoje. Ia comprar um ingresso para sentar ao lado dele no cinema e, enfim... Não tinha lugar ao lado dele e descobri que ia acompanhado, só não sei que tipo de companhia é: amiga ou peguete.
Tão brega falar peguete. Mas é o termo correto.

O que eu acho cruel no mundo é ter tanto amor em mim e ele estar preso, porque não existe ninguém para quem eu queira dá-lo. Não posso dizer que não tive a oportunidade pois o último carinha com quem fiquei estava apaixonado por mim. Porém eu jamais aceitaria ele daquele jeito. Por mais educado que eu seja, acabaria por soltar alguma besteira ou dando alguma gafe. Isso só machucaria ele e seria uma pessoa magoada, ao invém de apenas rejeitada, como foi o caso.

De fato, tenho medo de comunicar-me quando o assunto é esse. Preciso de aulas. Alguém chame o Hitch dos gays, por favor.

domingo, 25 de maio de 2014

O PAPEL

Outro dia desses, te vi. Gostei disso.
Porém, como de costume, não fiz nada além de olhar.
No dia seguinte, não estava mais lá.
Uma semana depois, você veio de novo.
Eu decidi me livrar de minha zona de conforto
e te pisquei meu olho esquerdo;
do jeito mais desajeitado e menos atraente possível
pois não sou o que se chama de experiente.
Você sorriu, não sei se achando engraçado
ou se foi a retribuição do que não esperava.
Quando saía, e sabia que não mais te veria
me aproximei e meu nome escapou pela minha boca.
Não consegui assimilar a sua resposta, apenas olhar;
olhar para o papel que você me deu
o qual eu guardo até hoje
com seu nome e número.
Naquele dia nos falamos um pouco.
Depois dele, nunca mais.
Só mantenho o papel, da forma mais maníaca
e possessiva que pode-se imaginar.

domingo, 30 de março de 2014

ATUALIZAÇÃO_1

Mais uma vez, após um longo tempo sem escrever, volto para contar as novidades.
Pois bem, vamos por partes.
Em relação à minha vida amorosa; encontrei de novo o menino com o qual tinha ficado em dezembro (ou novembro, não lembro) do ano passado. Eu sei o que disse, o que escrevi e o que penso em relação à isso, mas não pude evitar. Estava um clima bunda em casa e ele me chamou para ir ao cinema - sempre o cinema... -, quando excitei, em questão de segundos, ele me disse que iríamos como amigos. Mesmo eu tendo a certeza que era mentira, eu fui.
Chegamos, nos cumprimentamos, e acabou por acontecer o que é óbvio.
O interessante é que nos comportamos por um tempo. Ele não havia tocado em mim em momento algum, e eu estava com aquela vontade de beija-lo, sem poder. É extremamente desconfortável - quem já passou por isso, sabe.
Nos beijamos durante o filme, com alguns altos de comédia, tipo barulhinho do beijo, e gargalhadas eternas.
Ele me levou para casa depois e não rolou nada de obsceno dessa vez, porque eu não quis. Durante todo o caminho eu disse que não devia ter ido e que não podia dar esperanças para ele. Ele disse que sabia e tentou fingir que não me mandou no whatsapp que estava apaixonado. Mas sabemos que ele mandou.
Enfim, tivemos até momentinhos de romance, com ele me segurando em seus braços... ETC!
Ele me arrumou uma entrevista na empresa em que trabalha, e estou com a consciência pesada, porque não quero que ele ou qualquer um pense que fiquei com ele só por efeito de conseguir um emprego.
Só porque NÃO ESTOU com ele, e não fiquei com ele por causa de um emprego. E tenho dito.
Enfim, por relações amorosas entendemos confusões e palhaçadas.
Tirem suas próprias conclusões.

quinta-feira, 13 de março de 2014

CAMINHOS DO CORAÇÃO




Os amores recíprocos são bonitos. Mas lindos mesmo, só os platônicos. Ah, esses são perfeitos! Somente construídos com quem nosso coração escolhe, de verdade. E são exatamente da maneira que o amante desejar, com as qualidades e defeitos que escolher.
Os amores platônicos são o que devemos chamar de amor perfeito. Pois ele é o mais puro dos sentimentos de quem ama. O amor próprio cresce. E o amor pelo outro também. A compreensão e leveza no dia a dia...
Mas os finais, esses são trágicos! Simplesmente porque eles não existem. Conseguimos encuba-los dentro do coração, mas eles ficam lá para sempre. A primeira internação na UTIDA (unidade intensiva de tratamento para desilusões amorosas) é comumente a mais difícil de ser realizada. E quando vemos nossos amados, recuperamos dentro de instantes esse sentimento. Contudo, uma vez guardado, o sentimento grava o caminho e sabe para onde voltar quando o calo aperta.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

FACULDADE



Não lembro se cheguei a mencionar, mas sim, as aulas da faculdade voltaram hoje. Não foram muitas pessoas - como já era esperado - mas foi um bom dia.
Tive aula de direção de arte publicitária e adorei, o professor já havia nos dado aulas de outras matérias nos semestres passados e nos damos bem, então creio que será uma matéria bem aplicada.
Os meu dois ex-amigos foram. Morri de vontade de falar com eles, porém não posso simplesmente ignorar o que aconteceu praticamente ano passado inteiro e chegar como outra pessoa. Olhei para eles e me veio um sensação estranha; um certo desconforto. Não que eles me provoquem desconforto, nada disso, é só que eu querer falar com eles e não poder me causa essa sensação, porque nunca tive isso de querer falar com alguém e não poder.
Não cheguei a contar aqui, mas a pouco tempo aquele cara que eu disse achar ser modelo e tals, que era da minha sala, me adicionou no facebook. Não trocamos ideias, nem nada do tipo, mas ele me adicionou. A questão é que disse que provavelmente não irá mais às aulas, pois fará outra coisa - sei lá, também não se explicou muito bem. Uma pena.
Mas enfim, de resto foi tudo muito bom, reencontrei apenas uma amiga que foi hoje, os outros não foram; e alguns colegas de classe também.
Espero que esse ano seja mais legal nossa convivência como sala e, enfim, aquela babozeira de ensino médio que conhecemos...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CONTENTE

Contando com o dia de hoje, faz três dias que ele não fala comigo.
Estou mais alegre com isso, afinal eu não conseguiria sustentar esse relacionamento. Vai ser melhor para ele também, não vai sofrer por minha causa. Talvez tenha ódio, mas não vai sofrer por amor.
Hoje eu assisti um filme brasileiro que falava sobre relacionamentos e o ato da conquista. Coisas que eu já devia saber com os meus típicos relacionamentos fracassados. Mas uma frase me marcou no filme "o seu desinteresse é proporcional à vontade dele".
É fato. O problema é que eu desprezo quem eu acho esteticamente inferior à mim, portanto estes são os que vão se apaixonar por mim. Já os que eu considero mais bonitos que eu, ou tão quanto, eu não desprezo; me apaixono. Aí a situação se inverte. Revelo meus sentimentos e me ferro.
Claro que isso é um pensamento excessivamente narcisista, mas é algo inconsciente. Acontece dentro de mim, sem que eu tenha controle sobre isso. E já que o caso é esse, o melhor é aceitarmos logo. TODOS somos assim, sem exceção.
Mas, no fim, é melhor desse jeito mesmo. E, além de tudo, estou bem mais leve.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PERFEIÇÃO

Eu estava pensando, ontem, antes de dormir - porque eu não estava conseguindo dormir, de jeito nenhum - como seria estar com alguém, esse alguém que eu falei da última vez, comigo. Se morássemos juntos, ou apenas um estivesse dormindo na casa do outro. E então, escrevi isso, que eu achei lindo.
'Estaríamos deitados, abraçados - não literalmente, apenas com as mãos dadas, talvez -, sem camiseta e dormindo. No dia seguinte, ele acordaria primeiro e me daria um ou dois selinhos, apenas para me despertar com delicadeza. Eu abriria os olhos e pensaria, somente pensaria: "Meu deus, eu consegui. Tenho alguém aqui comigo, que talvez me ame, para dividir meu sorriso".
Então, ele me perguntaria sobre o que eu estava pensando, e eu diria que era sobre como eu era sortudo por tê-lo ali, comigo. Ele me olharia com o olhar debochado e falaria: "Sortudo, tem certeza? Eu chamaria mais de..." e diria alguma gracinha, alguma brincadeira que eu não sou capaz de pensar.

Talvez permanecêssemos deitados e, quase nunca falando, apenas nos olhando e cada um com seu pensamento sobre o que estava acontecendo. Nenhum dos dois iria ficar preocupado com pais e mães e famílias, nem com se assumir, e etc. Apenas curtiríamos o momento a sós.
Seria delicioso. Cada beijo, cada toque, cada provocação, de todos os tipos, cada olhar... E nada disso nos bastaria, porque não acreditaríamos estar realmente acordados. Nenhum dos dois achou que viveria para ver esse momento. Nenhum dos dois achou que conseguiria dividi-lo com alguém; que encontraria alguém.
E, finalmente, eu levantaria para fazer o café da manhã que nós comeríamos ao meio-dia, quando ele me puxaria de volta, dizendo que não queria que eu fosse a lugar algum. Eu daria uma risada despretensiosa, deitaria ao seu lado, como antes, daria um beijo delicado em sua boca, enquanto ele sorria de canto, e eu diria: "Precisamos comer... Temos a eternidade para ficar deitados nos amando...".
Ele retribuiria o meu beijo com uns 20, daqueles que a gente dá muito rápido, me abraçando, e levantaria comigo. Iríamos para a cozinha, eu faria meu café da manhã tradicional, com ovos e filé de frango. Comeríamos sem soltar um piu, apenas nos admirando entre si. Quando terminássemos, eu tiraria os dois pratos da mesa de cozinha americana, da qual estávamos cada um de um lado. Passaria pelo lado, para ir à sala, ele me abraçaria novamente, pela cintura, e sentávamos no sofá. Nenhum dos dois quis ligar a televisão, apenas sentamos, um encaixado no outro, como se tivéssemos sido feitos um para o outro. Eu fazia cafuné em sua cabeça e ele acariciava minha perna.
Assim fomos indo até o final do dia, ou até termos vontade de sair para beber, dançar, qualquer coisa assim.'
E esse seria um dia perfeito com o namorado que eu não tenho e, pelo jeito, não vou ter tão cedo.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

INSPIRAÇÃO

Vendo posts no facebook de gente mal amada, carente, feliz, ou sei lá, só querendo se exibir mesmo, me dá vontade de experimentar esse sentimento - o de felicidade, claro.
No momento, assim como em vários outros, minha mente só enxerga o caminho do relacionamento para encontrar essa felicidade. Mas eu sei que não é o único jeito. Não pode ser. Tem gente por aí que morre sozinha dizendo que é feliz, não podem ser todos mentirosos, podem?
É óbvio que independentemente de existir ou não mais de um caminho para a tal felicidade, quero experimentar esse acompanhado, é um dos meus maiores sonhos, mas se existe mais de uma possibilidade, por que não testá-las?