Encontrei hoje por aí este poema que fiz um tempo atrás e do qual não me lembro ao certo as circunstâncias, mas acredito ser de extrema beleza, por isso compartilho.
Faz realmente MUITO tempo que não escrevo algo aqui. Minha vida tem - finalmente - sido movimentada. Claro que não tanto do jeito que eu quero que seja, mas por ora está bom. Tenho saído muito. Só baladas, na verdade. Porém, no momento, é só o que pode ser feito. Tenho conhecido pessoas novas e acabei por esquecer por completo o vazio que me domina por dentro. Tantas bocas eu beijei nessas festas, tentando aliviar a dor que me consome toda vez que é lembrada... Normalmente funciona e mato meu desejo por alguns dias. Não foi o caso de ontem. Saí para um lugar novo, como tem sido de costume. Conheci pessoas novas - infelizmente não do tipo que eu gostaria de ter conhecido, e nem beijavam bem. Fiquei com um cara que nem me dei o trabalho de perguntar o nome e uma menina - a descrição é a mesma para os dois. Me pareceu que eles não sabiam beijar direito... Usavam mais os dentes do que qualquer outra coisa; o que é curioso, porque a amiga que foi comigo disse que sofreu com esse mesmo problema numa noite em que beijou alguém naquele lugar. Enfim, após tudo isso, como meio de encerrar a festa, por volta já de seis horas da manhã, o DJ tocou The Scientist, do Coldplay. Mesmo contra minha vontade, veio como uma avalanche na minha cabeça tudo o que eu tenho feito e vivido e o tal vazio que eu tanto temo, me dominou por completo. Comecei a lembrar e perceber que, mesmo tendo sofrido neste meio tempo por alguns casinhos de balada que nunca dão certo, nunca mais, desde o garoto com quem me descobri mesmo sem dar sequer um beijo, vivi uma paixão. Nunca mais amei ardentemente alguém - uma coisa que, aposte, estou desesperado para fazer. Tento esconder isso e me apegar na superficialidade porque não quero sofrer tudo o que sofri por ele de novo... Fiquei quase um ano inteiro nessa ressaca de término, sem conseguir pensar em mais alguém ou na minha própria vida sem uma dose exagerada de auto piedade pela previsão de terminar meus dias sem ter encontrado uma alma que me faça companhia. É ridículo, eu sei. Em alguns momentos posso ver isso, na maioria restante, não. Paralelo a isto ainda está toda a minha preocupação com me assumir para minha família; algo que eu não fiz ainda e tenho muito receio, porém muita vontade. Somo, ainda, o meu não conhecimento de causa com relações, o que causa e é ao mesmo tempo consequência de não saber começar um relacionamento. Não sei como agir nas situações em que falo com alguém que eu me interesso e acabo evidenciando meu desejo pelo outro. Em minha concepção, as relação tinham que ser fáceis; se me interesso por você, eu falo; se não, também falo. Não era para sermos tão complicados nessa questão, mas o ser humano é tão estranho... Desisti de entender. Eu nunca sei o que concluir quando escrevo aqui, o que teoricamente reduz minha vontade de escrever porque não me ajuda em nada... Pode ser que eu demore novamente para escrever algo novo. Pode ser que não. Veremos.
Voltei. Sim, depois de todo esse tempo - que nem fiz questão de olhar para falar com exatidão. Já disse que não quero que as coisas aqui fiquem artificiais, então não pretendo assumir um compromisso de escrever todo dia. Claro que este é somente o primeiro argumento. O segundo é interligado, não fiz o blog para entreter ninguém, apenas para desabafar, então... É auto explicativo.
Os últimos acontecimentos são tão ou mais tediosos ainda que os antigos. Não houve novidade. Continuo sofrendo com a solidão que em mim aflora. Comecei o livro sobre minhas memórias. É um projeto interessante. Logicamente sei que não tenho tanta experiência quanto outros por aí, mas já que não serei nada além de um pedaço de carniça em decomposição dentro de alguns anos, quero deixar meu nome aqui. Quero que fique registrado, tudo. Pode ser que não ajude em nada, mas pode ser que seja um grande avanço e pode ser de exemplo para muitos que precisem de um. Minha família ainda não sabe sobre minha sexualidade e cada vez mais tenho a certeza de que vou acabar nunca contando. E que eles não entenderiam.
Amigos... Bom, meus amigos estão como sempre; me decepcionando quando chego perto. Aquela velha relação do "quando estamos longe, sinto saudades; quando estamos perto, quero distância". Da ultima vez que me encontrei com uma delas, o dia foi um fiasco completo. Não queria que meu subconsciente apontasse o namorado dela como culpado, porque conscientemente não acho que seja; mas não controlo meu subconsciente. Semana retrasada fui para a casa dos meus outros amigos e ficamos bêbados - talvez mais do que nunca antes. Fizemos loucuras e lembro pouquíssimo para ser mais exato. Me contaram que lambi os peitos de uma delas. Não lembro dessa parte, então prefiro não acreditar. Voltei para lá neste final de semana, tanto sábado quanto domingo. Sábado foi um dia incrível; daqueles que queremos viver várias vezes. Não sei, foi divertido, apesar de não termos feito nada de mais; foi um dia em que não me senti sozinho, o que me conforta muito. Voltei hoje com altas expectativas e, adivinhem só, me fodi. Como sempre, quanto mais boas expectativas eu tenho à respeito de algo, o universo faz questão de me mostrar que não sou merecedor de nada. Apesar de estar com mais gente ainda do que ontem ao meu redor, me senti muito sozinho. Do começo, quando descobri ao certo o que eu sentia, o que eu sou, fiquei com medo de contar aos meus amigos. Alguns, claro. Por dois simples motivos - mesmo crendo já ter citado isto aqui, vou colocar de novo para situar-me -; Primeiro: Não queria dar motivos para que não falassem comigo mais. Jamais teria admitido minha sexualidade caso soubesse do trisco de possibilidade deles não me aceitaram. Por mais ridículo que isso possa parecer e seja, não suportaria viver sem meus amigos. Segundo: Todos são do tipo de pessoa que caçoa de tudo à toda hora. Ainda não descobri em mais de oito anos de amizade se são capazes de levar algum assunto à sério. Infelizmente. De qualquer forma, caso me aceitassem do jeito que realmente sou, o que aconteceu, fariam todo tipo de piada sem graça possível de se formar ou já existente na face da Terra. Para minha felicidade parcial, o primeiro motivo não foi realizado. Para minha infelicidade parcial, o segundo se tornou verídico. Quando estamos todos juntos, falamos muitas besteiras e tudo mais, adoro isso neles, a gente meio que volta a ser criança. Porém, o pior de ser criança, é não ter o discernimento para a vida. Não saber levar nada à sério. E eu gosto de ter crescido - por milhões de razões - principalmente por saber pensar. Por conseguir pensar. Hoje fizemos o de sempre, mas essa tiração de sarro me irritou. Eles conseguiram me atingir em um ponto que me desestabilizou. Um ponto que eu não tenho controle. Quando nos falam de algo que podemos modificar ou que sabemos ser apenas brincadeira, é uma coisa. Agora, quando nos falam de algo que não temos certeza, ou quando nos tocam em algum lugar, o qual não podemos mudar, ficamos reflexivos, tristes... Mesmo tendo a consciência de que sou alguém complexado por tudo que me aconteceu, concordo com meus próprios argumentos inteligentes. Antigamente me falavam do meu corpo e da minha sexualidade. Eu me transformei em outra pessoa fisicamente. Minha sexualidade infelizmente não tenho como mudar. Minha virilidade também não. Mas trabalho em cima dela. Creio ser por isso que me acho mais bonito sério ou com barba. Porque me deixa com mais cara de homem e não permite as piadinhas que SEMPRE tive que ouvir. E hoje me fizeram lembrar dessas mesmas piadinhas. Por mais maçante que seja dizer de novo a mesma coisa, eu sofri o tal do bullying quando era criança. O que me traumatizou e provocou em mim o sentimento de imperfeição. O sentimento de anormalidade. Agora, peço que, seja lá quem for que esteja lendo isso e compreendendo, imagine-se imaginando-se imperfeito, feio, anormal, como se nunca fosse ser alguém, como se nunca fosse estar com alguém por isso. O que faria? Tentaria mudar, correto? É o que eu tento fazer. Me empenho muito nisso. Não teria gastado o tanto de dinheiro que gastei para emagrecer se não me empenhasse. Não culpo meus amigos pela minha tristeza - claro que tive que refletir muito sobre o assunto para saber que não são totalmente culpados; de cara fazemos o óbvio! - mas culpo minhas imperfeições. Se eu talvez não fosse tão imperfeito, talvez não sofresse com o insulto dos outros. Talvez se eu não tivesse me deixado atingir por ofensas na infância, não fosse complexado hoje em dia. Eu nunca saberei o que aconteceria se eu, por um acaso do destino, fosse alguém. Isso me fere. Mas tenho que continuar vivendo. Para não ser egoísta e vendo todos ao meu redor serem. Termino citando o conhecimento popular, que diz "a ignorância é a chave da felicidade". Quem me dera a ignorância para me salvar desse posso de tristeza, no qual não caímos, mas subimos de escada conforme nos aprimoramos. Somos um tipo de masoquistas que gosta de ferir seus próprios sentimentos. E não é algo que possamos mudar.
Esse é meu ultimo post de hoje. Não sei o que quero dizer e nem como tenho que dizer isso. O que passa pela minha cabeça agora é aquela mesma situação que me trouxe aqui; foi por isso que fiz um blog, que voltei a usar o twitter, que tento fazer amigos novos todos os dias... Eu nunca sou ouvido. Isso me desespera. Não tenho em quem confiar de fato, quero dizer, tenho meus amigos, com os quais estou sendo mais liberal do que jamais fui. E tenho medo do que essa ação exagerada possa me causar. Eu gosto de conservar o que tenho, o que conquistei na minha vida. Meus amigos são parte disso. Não conseguiria viver sem ter um refúgio, que são eles. Eu morro de medo de não conseguir me reconstruir se, por um acaso, eu perder o que tenho. É por isso que não contei para minha família ainda que sou gay, que demorei para contar aos meus amigos, enfim. Eu não posso me fazer audível sem que alguém se ofenda. O que explica perfeitamente o pseudônimo, minha simulação no dia-a-dia de como sou uma pessoa feliz, alegre, satisfeita, que vê o lado bom das coisas, que ama pessoas, que é agradável... Não, eu não sou assim. Normalmente eu apenas dou risada porque esqueço que eu sou eu e que não tenho minhas próprias preocupações. Com o tempo a gente aprende que nem tudo vem para bem e que nem tudo que não nos mata nos deixa mais forte. Não, definitivamente não. Podem pensar os outros que minha auto estima é alta, que eu me amo e que sou alguém preparado, etc, mas não. Quando me pego pensando que antigamente eu saberia todas as respostas para todos os problemas da minha vida, imediatamente me corto, assim que recupero a consciência. Eu tinha todas as respostas, sim, mas só porque eu era uma criança e não sabia das complicações da vida - embora eu realmente acredite que a vida não é complicada, nós quem complicamos -, achava que tudo o que acontecia era um filminho da Disney, em que tudo acabaria bem no final. Eis a minha dúvida: Vai acabar tudo bem? Haverá um final digno? Haverá um final? Eu não me acho digno de nada. Tanta coisa eu já fiz sabendo as consequências do que estava fazendo, mesmo só por vingança. Claro que já sofri muito, mas isso, não creio eu, que mude minha situação. Não falo aqui de deus e julgamento final, com certeza não. Quero saber, mais uma vez se haverá alguém na face da Terra que seja capaz de gostar de mim. De me amar. Do meu jeito. Será esse o medo de todos? Não consigo ver as minhas dúvidas como as do resto da humanidade. Tenho para mim que todos são muito mais esclarecidos que eu. Depois que descubro certas coisas em comum com um grupo de pessoas, acabo me sentindo mais incluído em alguma coisa, seja lá o que isso queira dizer. A única pessoa com quem eu achei que tivesse algo, que tivesse, sim, um amor recíproco, me deixou falando sozinho. Apareceu outro, que me amava, ele me disse isso. Eu não dei uma única oportunidade. Momento clichê: Eu não sei o que tem de errado comigo. Todos vivem e são felizes e eu aqui, sentado, chorando, vendo tudo passar. Não desejo o que sinto agora para ninguém, principalmente por não saber exatamente o que estou sentindo. Não é carência, não é amor, não é saudade, não é arrependimento, não é tristeza... Pode ser uma mistura de tudo, mas como se chamaria isso? Adolescência?! Acho que não, estou um pouco velho para isso. Ao mesmo tempo que me preocupo como resolver minha vida, tenho que me preocupar com não ferrar mais ainda com ela, e isso eu sei que seria fácil, apenas deixar que me vissem nesse estado. Mas estou em um limite, e não posso me dar ao luxo de não ser escutado mais uma vez. Gostaria de falar aqui, agora, que sinto muitas coisas por muitas pessoas. Tenho a absoluta certeza de que o amor que sentimos um dia, nunca vai embora, fica apenas guardado dentro de nós; escondido, pronto para atacar quando virmos o alvo de tal. Eu sei disso porque quem eu amei na minha vida, de verdade, consegue despertar esse sentimento toda vez que olha para mim. É difícil lidar com isso, mas se já consegui fazer com que ele se escondesse um dia, ele pode voltar e ficar em silêncio até o resto da minha vida. Resto. Isso soa forte. Ao mesmo tempo que, de vez em nunca, me vejo refletindo sobre como não queria morrer e, sim, ficar aqui aproveitando tudo o que tenho direito, em momentos como este, apenas desejaria partir. Já disse aqui antes que talvez o maior dos meus desejos seja morrer e ver a reação de todos com a notícia da minha morte. Procede. É um dos meus maiores desejos mesmo. Acreditam que sou tão inseguro à esse ponto? Isso é algo com o qual tenho que conviver desde sempre. Não posso - ou talvez possa - culpar quem me fez alvo de bullying, quem me ignorou. Apenas fiquei assim. Acho que preciso fazer terapia por toda a eternidade e, mesmo assim, não vou conseguir ficar livre de todo o fardo que eu (acho que) carrego.
Estávamos nós (eu, minha mãe e irmã) no Sea Club - um dos clubes mais badalados da Ilha, com DJ's, etc - quando nos deparamos com um cara que... Imaginem a pessoa mais gostosa do mundo! HAHAHA Não, não era bonito, nem lindo; era gostoso! Daqueles que você olha e já fica excitado, só de olhar. Cheio de tatuagens, não cheguei a reparar quais eram os desenhos, mas tinha por toda parte: braço, perna, peito; em uma sincronia perfeita, elas combinavam entre si e com ele. Tinha os cabelos curtos, estilo corte militar, raspado dos lados e atrás e um pouco maior em cima. Musculoso, daquele tipo sem bomba, o mais natural possível, porém com muito, muito, muitos músculos. Estava com um óculos bonito também. Sunga branca, evidenciando o que tinha por baixo, bem marcado. Estava de lado, e não estava desanimado - se é que me entendem. Minha mãe logo disse que achava que era gigolô, michê, seja lá o que for. Eu compreendi o pensamento e até apoiei, mas não dei a mínima importância. Continuei olhando e secando e registrando imagens para mais tarde. Foi uma miragem, claro. Um cara, como vários outros, que passou pela minha frente e foi embora. Mas foi um momento de extremo prazer. Inesquecível.
Aliás, falando em caras gostosos, segui um desses no twitter. O nome é o mesmo que o meu na vida real. Ele é gostoso, sim, mas também cumpre a parte do bonito, do belo. Olhos azuis e sarado, nada a mais do que o necessário para adicionar na medida certa na soma corpo / rosto. Com isso, vi suas fotos no próprio twitter e no instagram. Fiquei pensando que queria ser bonito igual a ele. Já disse aqui e abri várias e várias discussões comigo mesmo sobre não me achar bonito e, ao mesmo tempo, ter a certeza que sou. E e cada vez mais degradante ficar me corroendo por dentro, por uma coisa que não tem sentido na existência. Não tem sentido eu me preocupar com ser bonito, se não consigo me apaixonar nem por um cara que me amava. É babaquice, mas eu estou cansando. Cansado, sim. De pensar e querer e "ter que ter". De ouvi r e não falar, de ver e não ser visto. De ser só mais um ninguém nessa multidão.
É engraçado quando vejo filmes americanos com um pai e seus dois filhos cantando dentro do carro e, de repente, me pego dando risada, pensando que, se eu estivesse no carro, acharia tão ridículo. Porém, ao mesmo tempo, penso que eu daria qualquer coisa para ter um pai assim, que gostasse mesmo de mim e de minha irmãs, que não fosse tão nojento e asqueroso que só pensasse em sexo com cada vagabunda que ele cruza na rua. Eu queria tanto que meu pai tivesse um mínimo de noção, que não forçasse sua família à mentir para sua atual esposa sobre onde está e com quem - sim, ele faz isso. Eu sei lá, às vezes tenho mesmo muita saudade do que nunca tive; vontade de ter o que é impossível.
Como eu vos disse em um dos posts anteriores, o cara que me conheceu no elevador continua dando muito em cima de mim. Ele está apaixonadinho, sejamos realistas. Eu sei, não tem nada para se fazer quando isso acontece, mas eu não quero magoar ninguém. Já tivemos uma dessas conversas. Ele me disse que eu sou sincero com ele o tempo todo e ele, por ser maduro, sabe onde está pisando. Mas mesmo assim, eu sei a situação da pessoa quando isso acontece. Não sabe onde está pisando, não! Eu já fui o magoado / apaixonado. Não quero estar do outro lado. Nem desse, na verdade. Quero amar e ser correspondido, pelo menos uma vez. Eu estou convencido de que não conseguiria me relacionar com alguém como ele. Não só pelas questões físicas, mas ele não faz meu tipo. Definitivamente. Creio eu que, se eu encontrasse alguém que tivesse as características que me atraem, eu amaria, mesmo sendo gordinho. Lógico que não posso afirmar com certeza, somente com a situação acontecendo de fato. Mas eu estou me achando cada vez mais bonito e, me vejo, daqui em diante, com pessoas bonitas como eu. (humildade 100% rsrsrs) Estava rezando outro dia - sim, eu faço isso aos domingos à noite; talvez seja só um jeito de desabafar comigo mesmo sem achar tão estranho, mas funciona - quando me veio na cabeça que eu devia chamar meu ex para sair. Ele veio falar comigo um dia desses e disse que estava com saudades e aquele papinho babaca de sempre. Já que está com saudades minhas, vou aproveitar, chamá-lo para sair e terminar o que nunca começou, por assim dizer. Vou beijá-lo. Vou, sim! Quero ver a reação dele. Quero deixar bem clara minha situação para esse outro cara. Dizer que a qualquer momento posso dizer chega e, então, não nos veremos mais. Vai ser difícil, mas é o que vai acontecer.
As festas de final de ano foram boas de uma forma geral. Todos notaram meu emagrecimento, porém não foi o principal momento das comemorações - e eu nem suportaria que fosse... meus parentes são muito exagerados com tudo. Pode-se dizer que nessa passagem de ano fiquei mais amigo das minha duas irmãs de sangue. A bastardinha continua com medo de mim, o que não é uma coisa ruim, já que não obedece ninguém, eu coloco ordem nela. Minha madrasta acha que é muito legal comentar dos momentos de curtição na balada com meu pai. Ele também acha muito legal. O que eles simplesmente esquecem é que nesse época ele ainda era casado com a minha mãe. Minha irmã do meio está sofrendo com baixa autoestima pelo ocorrido com meu avô dois anos atrás - ele tentou beijá-la a força; eu não mais dirijo a palavra à ele, nem minha irmã do meio, porém o resto da família, sim. Minha irmã mais nova está fissurada no tablet que ganhou de natal. O único trabalho que ela me deu foi instalar o roteador na casa dela. E eu a amo por isso! rsrs Minha mãe é muito minha companheira, como sempre. Contudo, cada vez mais creio que ela nunca vá aceitar minha sexualidade. O cara que me conheceu no elevador ainda está atrás de mim. Depois daquele primeiro encontro muito precipitado, nunca mais nos vimos. Porém ele está apaixonado. Sim, é evidente. Não, isso não me agrada. Não falei com nenhum dos meus novos amigos durante a virada, somente com os antigos. Acho que isso quer dizer algo. Foi assim meu final de ano. Vou postando mais coisas de acordo com o que eu for lembrando.
Vendo posts no facebook de gente mal amada, carente, feliz, ou sei lá, só querendo se exibir mesmo, me dá vontade de experimentar esse sentimento - o de felicidade, claro. No momento, assim como em vários outros, minha mente só enxerga o caminho do relacionamento para encontrar essa felicidade. Mas eu sei que não é o único jeito. Não pode ser. Tem gente por aí que morre sozinha dizendo que é feliz, não podem ser todos mentirosos, podem? É óbvio que independentemente de existir ou não mais de um caminho para a tal felicidade, quero experimentar esse acompanhado, é um dos meus maiores sonhos, mas se existe mais de uma possibilidade, por que não testá-las?
Nossa, estava precisando contar para alguém o sufoco das ultimas 26 horas. Às 20 horas de ontem eu comecei uma maratona sentado, na frente do computador. Revezei entre roer unhas, ficar com raiva da demora do computador, ficar com raiva da falta de ajuda dos meus companheiros de grupo, me desesperar com a falta de tempo... Vou explicar melhor. Como eu já disse várias vezes, faço publicidade e, como tal, sempre temos vários trabalhos em grupos - a maioria deles. Estamos encerrando mais um semestre, já foram as provas e estamos entregando os ultimos trabalhos, que são os mais complexos. No entanto, somente eu, no meu grupo, sei lidar com a parte gráfica e afins, como edição de video e textos. O que acontece é que em um grupo de nove integrantes, somente dois executam as tarefas, um deles sendo eu, e não me resta tempo suficiente para que eu execute a minha parte final com calma e maior perfeição. Conclusão da história: fiz o trabalho com mais uma colega, praticamente sozinhos, dormi uma hora a noite inteira e ainda perdi o prazo de entrega do trabalho de marketing - outro em grupo que, adivinhem só, só eu fiz as coisas, mas como não tinha completado, fui terminar na sala de informática, porém quando voltei, o professor já havia cessado com as apresentações. Eu fiquei muito bravo com todos - menos com a menina que me ajudou, claro - e não acho que esteja errado! Porque, afinal de contas, é um trabalho em um grupo de nove pessoas, somente duas executaram... é uma palhaçada! Me sinto como empregado das pessoas, e eu não gosto de me sentir assim. Como eu disse, fiquei muito bravo, tratei todos muito mal, de propósito, para que percebessem meu real objetivo. Ficaram de cara virada. Depois fiquei pensando e refletindo, não sei, eu sou muito coração mole para as minhas amizades, então fico com o pé atrás, mas me arrependi, de certa forma. Não de total, como já disse, dormi apenas uma hora e, enquanto isso, alguns estavam viajando... Então cheguei em casa e assisti dois filmes de drama. Chorei até secarem todas as minhas lágrimas. Minha vida está muito parecida com a imagem do post. Sempre é um surpresa: um raio, bem na minha cabeça. E, quando eu acho que escapei, a saída é justamente mais um raio. Estou cansado disso. Pensei comigo mesmo hoje que não preciso de um namorado, preciso de um psicólogo, psiquiatra, daí em diante. Parece piada, mas é verdade. Vida dos infernos.