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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

WELL...

Faz realmente MUITO tempo que não escrevo algo aqui. Minha vida tem - finalmente - sido movimentada. Claro que não tanto do jeito que eu quero que seja, mas por ora está bom.
Tenho saído muito. Só baladas, na verdade. Porém, no momento, é só o que pode ser feito. Tenho conhecido pessoas novas e acabei por esquecer por completo o vazio que me domina por dentro.
Tantas bocas eu beijei nessas festas, tentando aliviar a dor que me consome toda vez que é lembrada... Normalmente funciona e mato meu desejo por alguns dias. Não foi o caso de ontem.

Saí para um lugar novo, como tem sido de costume. Conheci pessoas novas - infelizmente não do tipo que eu gostaria de ter conhecido, e nem beijavam bem. Fiquei com um cara que nem me dei o trabalho de perguntar o nome e uma menina - a descrição é a mesma para os dois. Me pareceu que eles não sabiam beijar direito... Usavam mais os dentes do que qualquer outra coisa; o que é curioso, porque a amiga que foi comigo disse que sofreu com esse mesmo problema numa noite em que beijou alguém naquele lugar.
Enfim, após tudo isso, como meio de encerrar a festa, por volta já de seis horas da manhã, o DJ tocou The Scientist, do Coldplay. Mesmo contra minha vontade, veio como uma avalanche na minha cabeça tudo o que eu tenho feito e vivido e o tal vazio que eu tanto temo, me dominou por completo.

Comecei a lembrar e perceber que, mesmo tendo sofrido neste meio tempo por alguns casinhos de balada que nunca dão certo, nunca mais, desde o garoto com quem me descobri mesmo sem dar sequer um beijo, vivi uma paixão. Nunca mais amei ardentemente alguém - uma coisa que, aposte, estou desesperado para fazer. Tento esconder isso e me apegar na superficialidade porque não quero sofrer tudo o que sofri por ele de novo... Fiquei quase um ano inteiro nessa ressaca de término, sem conseguir pensar em mais alguém ou na minha própria vida sem uma dose exagerada de auto piedade pela previsão de terminar meus dias sem ter encontrado uma alma que me faça companhia. É ridículo, eu sei. Em alguns momentos posso ver isso, na maioria restante, não.

Paralelo a isto ainda está toda a minha preocupação com me assumir para minha família; algo que eu não fiz ainda e tenho muito receio, porém muita vontade. Somo, ainda, o meu não conhecimento de causa com relações, o que causa e é ao mesmo tempo consequência de não saber começar um relacionamento. Não sei como agir nas situações em que falo com alguém que eu me interesso e acabo evidenciando meu desejo pelo outro. Em minha concepção, as relação tinham que ser fáceis; se me interesso por você, eu falo; se não, também falo. Não era para sermos tão complicados nessa questão, mas o ser humano é tão estranho... Desisti de entender.

Eu nunca sei o que concluir quando escrevo aqui, o que teoricamente reduz minha vontade de escrever porque não me ajuda em nada... Pode ser que eu demore novamente para escrever algo novo. Pode ser que não.

Veremos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

TIREEEEEEEEEED

Honestamente, estou cansado, eu disse CANSADO dessa instabilidade emocional. Mudo de humor com a mesma facilidade com que troco de roupas, aliás, é mais fácil ainda. E mais rápido, o que só fode com tudo de vez.

Não sei explicar o que me acontece, de verdade. Muda o tempo eu já viro a pessoa mais carente da face da Terra, de repente me acho lindo, aí lembro que estou sozinho e fico procurando por defeitos em mim mesmo e consigo encontrar vários, afinal sou humano e nenhum humano que se preze se dá o luxo de ser perfeito.

Me sinto gordo, depois lembro que emagreci pra caralho, aí me acho feio, mas lembro que tem gente pior. Daí penso que um dia serei feliz, mas lembro que não sou tanto assim hoje e que a probabilidade de isso acontecer no futuro é muito remota, uma vez que estou nos meus dias de ouro e tenho: N-I-N-G-U-É-M!

Eu tenho expandido meu ciclo social consideravelmente bem, mas não consigo me manter num só humor ou com um humor normal, de gente. Eu sou sempre o esquisito e sempre sou contrário à várias coisas. Podem existir diversas explicações, eu sei, mas é difícil para que eu entenda que talvez, e somente talvez, nada disso tenha a ver comigo. Porque, afinal, como eu já disse, nenhum humano que se preze se dá o luxo de não ter defeitos. Creio que nos atraiamos justamente por isso. Nossos defeitos nos chamam um no outro. Aí entra a minha depressão, já que consigo encontrar uma justificativa romantica em quase toda bosta de sentimento que vivo, mas vida romantica está bem impossível no momento.

Eu entendo que antes de fazer minha cirurgia não vou nem conseguir entrar num relacionamento, não me sentiria a vontade para fazer sexo e sei que sexo é necessário para relacionamentos, ainda mais na minha idade. Tenho de ser coerente. Estou procurando por alguém da minha idade e quero começar um relacionamento privado de sexo?! Onde estou com a cabeça?

Não sei mais o que pensar. Tenho medo de ficar falando com meus amigos porque vão me achar ainda mais insuportável do que já sabem que eu sou e não estou a fim de ficar sozinho inclusive no quesito amizades até o final da minha vida. Mas queria muito desabafar. Não é mesmo coisa aqui, por trás do nome de um pseudônimo, num lugar onde ninguém vai ler os meus sentimento a respeito de ter ninguém na minha vida. Está aí um pessoa presente na minha vida, sempre: Ninguém!

Ah, esse eu conheço como nunca conheci nenhuma outra pessoa antes. Porque, como todos que já leram alguma bosta de publicação aqui sabem, eu não fico com alguém, eu não falo com alguém, eu não convivo e nem vivo com alguém. Eu sobrevivo comigo mesmo e não tenho perspectiv de mudanças.

Raiva me consome um pouco agora, mas no ritmo dessa música depressiva que estou escutando agora, logo logo entro em depressão de novo.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

ESSA É MINHA:

"[...] não gosto de trabalhar com títulos; quem eles pensam que são? Se apenas uma palavra, ou um resumo, representasse tudo o que tem ali expressado, eu teria usado só aquela palavra, ou resumo, ao invés de fazer o trabalho completo."

terça-feira, 24 de junho de 2014

TRISTE REALIDADE

Eu sou o que eu sou e ninguém pode negar; quem me conhece há pouco sabe como eu sou e quem me conhece de longa data até adivinha o que vou fazer.
Posso ser o quão rebelde eu quiser, mas nada vai mudar este fato: sou previsível.
Ok, até visto a carapuça. O problema é: "No que focar quando você aceita?". Eu já aceitei muita coisa na minha vida; minha sexualidade, meu jeito, tudo o que é meu e que eu fui descobrindo aos poucos eu fui aceitando, até mesmo a minha suposta incapacidade de dizer não e de fazer com que as pessoas me olhem como um monstro ou qualquer coisa do gênero (na verdade a capacidade eu tenho, só não gosto muito de usar) - contra as quais eu travo uma batalha diária.
Ou seja, eu mudo, sempre e constantemente. Gosto disso até, não tenho como me descrever porque detesto atualizações de coisas já feitas, prefiro fazê-las de novo, então é melhor simplesmente não descrever para não ter que corrigir.
E nisso de ter no que focar eu me pergunto: Qual a minha razão? Pelo o que eu luto? Por quem eu lutaria?
E eu não sei. Não tem ninguém nesse nível na minha vida. Lógico, tem família, mas creio que todos sabem que não é disso que estou falando. Isso é um cuco permanente que, de vez em quando, vem (me) atormentar.

A carência pode ser definida de vários jeitos, dependendo de por quem ela está sendo sentida. No meu caso, é a falta de ter alguém com quem contar, para tudo, alguém que eu possa realmente abraçar da maneira que eu quero, alguém que me dê a mão e que enxergue beleza onde nem eu posso; em mim mesmo.
Eu sei, eu sei, sou um eterno romântico/iludido, mas, como já disse, tem coisas das quais não podemos fugir, e essa é uma delas - infelizmente, diga-se de passagem.

É simplesmente incrível como eu adoro dar voltas e não falar nada, né?! Mas, na verdade, a razão de tudo isso é que me interessei por um garoto do twitter - sim, de novo.
Eu não sei, é que eu fico tão preso em casa que as janelas que se abrem perante a mim sempre são através da internet. O foda é que eu nem falo com ele, nem com ninguém além da minha irmã naquele site e é estranho eu ficar me interessando assim pelas pessoas que eu nem conheço e nem sei nada a respeito... Pode ser carência, claro que pode, mas o fato é que eu fiquei interessado. Vê-lo chorar me deixou de coração partido, ainda mais quando eu sei que é por outra pessoa.

Estava realmente triste hoje (eu). Fui levar minha irmã até o fim de mundo em que ela vive e voltei com pensamentos suicidas. Só pensamentos mesmo, eu me acho muito inteligente para tentar alguma coisa na verdade. Mas não é meu habitual.

Mais uma vez, a conclusão lógica e que resume toda a minha vida; eu preciso de um psicólogo, não de um namorado.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

TODAY

Fico meio inconformado com algumas coisas que vejo no meu dia a dia. Trabalho no setor de comunicação e marketing de uma faculdade, onde sempre nos incentivam a inovar para o bem dos alunos e nos manter como os melhores em diferenciais e infraestrutura. Um colega meu teve uma ideia e eu gostei, seria quase como aplicar meus conhecimentos, ensinando-os, por assim dizer, para outros (os alunos).
Pois bem, agarrei a ideia e resolvi contá-la para a coordenadora geral dos cursos. O resultado foi um susto gigante.
Enquanto nos falam no trabalho e na faculdade que precisamos, cada vez mais, ser profissionais completos, que façam a diferença realmente, os líderes que temos e que nos instruem a isto são os mais incompletos que existem. Nessa minha tentativa de agregar conhecimento de humanas aos alunos de exatas, o que os tornaria mais completos, sem via de dúvidas, essa mesma pessoa pela qual tem que ser aprovada a minha ideia não consegue interpretar o que lhe é exibido.
Traduzindo, expliquei cinco vezes a mesma coisa e ela cismou por não entender nada, repito, nada do que eu disse.
Ainda quis discutir - no bom sentido da palavra, é claro - a respeito de nomenclaturas as quais eu aprendo há dois benditos anos na faculdade e por um acaso ela, que não sabe a diferença entre couché e sulfite, acha saber mais que eu.
Desculpe-me, mas fico realmente abismado com o nível de conhecimento que nossos líderes, representantes, ou seja lá como queriam chamar, têm. Há pouco tempo descobri que a coordenadora do meu curso na faculdade nem formada é.
Cadê a completude da droga de conhecimento desse povo, que tanto nos quer ver completos?
É claro que não vou desistir das minhas ideias e muito menos de reivindicar o conhecimento que me é de direito, mas isso sempre dificulta as coisas.

domingo, 15 de junho de 2014

BOLETIM

Hoje o dia começou bem mais ou menos, na verdade. Acordei cedo porque precisei ir trabalhar de ultima hora, mas nada muito comprido; na verdade eu  fiquei dentro de um táxi quase 1 hora. Nada a mais.

Eu já estava tentando marcar desde semana passada de sair esse final de semana, com o mesmo pessoal com quem eu sempre saio. Daí, enfim, confusões a parte, acabei indo para um barzinho na Vila Mariana que, meu deus, não quero voltar tão cedo - talvez nunca mais na minha vida.
Um lugar BEM trash e tive que pagar R$ 30,00 para entrar, daí quando fomos ver, a banda que eles queria ver já tinha tocado, daí saímos, simples assim.
Dinheiro jogado no lixo.
Depois fomos para o shopping e eu engordei um pouco comendo BK, mas nada que eu possa fazer a respeito.
O que me deixou meio esquisito foi ter visto minha amiga toda cortada e tomando remédios para depressão e, sei lá. Nunca achei que ela seria desse tipo e, se fosse, jamais achei que chegaria em tal ponto. Fiquei bem triste com isso.

Como sempre, não tenho nenhuma conclusão, pelo menos ainda. Então vou encerrar com meu típico "Sei lá".

terça-feira, 22 de abril de 2014

O PENSADOR

Estava dando uma passada pelo meu orkut - sim, aquela ferramenta antiga que costumávamos usar e achar o máximo - quando descobri um texto de minha própria autoria e que gostei bastante de ler. Me fez lembrar o quão bom escritor eu posso ser, desde sempre! Leia-o a seguir:



E quando não temos mais para onde ir? Quando não sabemos que direção seguir, que rumo tomar? Ficamos parados, esperando algo acontecer ou corremos atrás? Do que podemos ter certeza? O que é para sempre, o que acaba hoje? Nossos amigos são melhores que a família, ou a família melhor que os amigos? A quem devemos priorizar? Todos estarão lá para quando você puder voltar? Irão embora? De que maneira? Eles prometeram que ficariam! E agora? Com que eu posso contar? Devo fazer novas amizades? Mas e se eu me machucar de novo? E se você descobre quem você é e depois descobre que havia descoberto uma farsa? E se você tem vontade de chorar mas as lágrimas já não lhe sobram? E você se descobre novamente, de um jeito mais intenso, porém não tem coragem de se jogar pelo simples, no entanto complexo, medo? Medo de se magoar. De se decepcionar. De tentar chorar e não conseguir. De ver que a sua vida pode ter um final feliz, mas longe dos que você gosta e admira. De saber que, talvez, ninguém te ame. De se sentir a pessoa mais sozinha do mundo de novo....e de novo....e de novo. Talvez você pense que é o sujeito mais sofrido do mundo, e talvez você seja o sujeito mais sofrido do mundo. Pois sempre que está prestes a ter uma melhora pessoal, colocam um obstáculo e esfregam na sua cara a humilhação, a derrota. E agora? Devo desistir? Prosseguir? O que devo fazer para conter as lágrimas que me faltam? Serei capaz de superar algum dia?
Honestamente, não sei. Não sei de nada. Não sei se vou saber algum dia. Não sei se vou conseguir tudo o que eu quero. Não sei se serei capaz de ser feliz. Não sei se serei amado.
Só posso ter uma certeza. A de que não tenho nenhuma. :'(

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

AWKWARD



Tenho assistido Awkward, a série.
Não sei, mas de cara me identifiquei com Jenna Hamilton. Creio que qualquer perdedor que se preze tenha se identificado. É difícil dizer, porque ela era uma de nós. A história começa com ela perdendo a virgindade e se apaixonando pelo carinha mais gostoso e popular do colégio. É clichê, sim, mas é sempre do mesmo jeito na vida. Nós, perdedores, não temos chance de nada, então o que nos resta é sonhar com algo maravilhoso que magicamente nos tornaria assunto. Isso acontece comigo quando eu gosto do cara do twitter que tem XXXXXX seguidores. Inconscientemente, talvez, seja uma tentativa frustrada de pedir atenção, a qual eu definitivamente não terei.
E agora as coisas tem ficado estranhas, já que ao mesmo tempo me sinto bem por ter experimentado o que experimentei, e mal por não querer fazer aquilo conscientemente; é como se eu me sentisse sujo por dentro. Brinquei esse dias me chamando de garoto de programa e, sei lá, na hora dei risada. Mas não acho tão engraçado assim.
Tudo colabora com a minha péssima orientação intelectual. Quando assisto séries, tipo maratona, tudo de uma vez só, me sinto como a personagem principal, com o problemas que estão acontecendo na vida dela, Jenna Hamilton, no caso. Claro, depois que termino olho para mim mesmo e faço uma relação de quais são meus verdadeiros problemas, o que ajuda na maioria das vezes. Não nessa.
Estou com medo de chegar ao final da faculdade e não levar quem eu convivo para o resto da minha vida. Eu gosto de pensar que sempre posso estar fazendo amigos para a eternidade, como os que já tenho, mas pelo jeito, não.
Eu sei que sou chato, exigente e grosso na maioria das vezes, mas sou eu. Quero que tudo saia perfeitamente como o planejado. Ainda por cima sinto falta dos dois que não falam mais comigo.
Eu não sei mais quem parou de falar com quem, só sei que sinto a falta deles; eu me identificava com eles. Eu creio que eles são os tipos de amigos que eu levaria para o resto da vida.
Mas agora é tarde de mais, não é?! Não posso voltar no tempo nem nada do tipo. Só terei que esperar agora para ver o que o destino me reserva.

Nem sei se o que vou colocar aqui agora fará sentido, diferente do resto do texto, estou escrevendo isso agora. Eu acabei de ver um ato de bondade ficcional, na série, mas é algo inspirador, infelizmente não pelos bons motivos. Imagine você sem nenhum amigo em uma escola nova porque todos acreditam em uma fofoca péssima a seu respeito. E você faz um amigo, e abre mão de tudo e qualquer coisa por ele, porque sabe que ele é algo que pode te ajudar a mudar a sua vida. Não sei bem (como sempre) o que quero dizer, mas preciso colocar aqui as coisas que rodam e rodam e rodam de novo pela minha cabeça - que está doendo muito agora.