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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

MOMENTO REVENGE

Estou morrendo de rir até agora com a vingancinha que eu preparei, "sem querer" para meu papi soberano.
A mulher dele ligou, ontem, aqui em casa para saber de seu paradeiro. Eu atendi e disse a verdade: que ele havia saído e eu não vira que horas, e que também não havia chego ainda. Ela ficou, digamos, com a pulga atrás da orelha. Ela sabe com quem juntou os trapinhos e tem medo disso. Ficou com meu pai enquanto ele ainda estava casado com a minha mãe. E, ainda por cima, fica falando mal dela. Claro, porque o trouxa do meu pai concorda e dá moral.
Enfim, resultado da minha dica, cheguei na sala e ele estava discutindo com ela pelo telefone. Tipo muito feio, discussão brava. rsrsrsrsrsrs
Aguardem que tem mais pela frente!
Até agora, adorando!
#momentorevenge

domingo, 12 de janeiro de 2014

PAI

É engraçado quando vejo filmes americanos com um pai e seus dois filhos cantando dentro do carro e, de repente, me pego dando risada, pensando que, se eu estivesse no carro, acharia tão ridículo. Porém, ao mesmo tempo, penso que eu daria qualquer coisa para ter um pai assim, que gostasse mesmo de mim e de minha irmãs, que não fosse tão nojento e asqueroso que só pensasse em sexo com cada vagabunda que ele cruza na rua. Eu queria tanto que meu pai tivesse um mínimo de noção, que não forçasse sua família à mentir para sua atual esposa sobre onde está e com quem - sim, ele faz isso.
Eu sei lá, às vezes tenho mesmo muita saudade do que nunca tive; vontade de ter o que é impossível.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

RECADINHO

Hoje meu "pai" me irritou profundamente.
Estávamos todos na sala, minha avó colocou a janta em cima da mesa e ele começara a se servir. Eu, minha irmã e minha madrinha conversávamos sobre ir até nossa casa na praia, quando ele disse que, se quiséssemos ir para o apartamento da mulher dele, não teria problema nenhum, porém que ela iria junto. Eu dei a ideia de irmos até Ubatuba, na casa de minha tia/avó. Foi o que bastou.
Ele, equivocado, achou que fosse uma exigência de minha mãe para que minha irmã mais nova, a que mora com ela, viesse passar um pouco das férias aqui; com isso começou a falar mal dela.
Eu fiquei extremamente zangado. Afinal, apesar de ser um equívoco, ele não tem nem discernimento suficiente da vida para falar o simples nome de minha mãe.
Demonstrei meus sentimentos, jogando meu celular em cima de um móvel que temos na sala, e ele continuou a me dizer esse tipo de coisa.
Sabem, eu realmente não gosto quando falam da minha mãe. Não que ela seja um exemplo de pessoa para qualquer um que seja, mas é minha mãe. Eu a amo e ninguém, repito, ninguém, tem o direito de pronunciar seu nome para falar algum mal dela, pelo menos não na minha frente.
Meu pai começou a trabalhar novamente esses dias, abriu um novo negócio, que logo vai a falência - como qualquer coisa que ele põe a mão, vai estragar - e está estressadinho por isso.
E não gosta quando os outros o chamam de vagabundo.
Eu não falo a maioria das coisas que eu penso para as pessoas de quem eu penso pois sei que as palavras têm efeitos e, principalmente, porque elas não podem ser retiradas depois.
Mas se eu não tivesse o mínimo de educação e noção do ridículo, eu diria para ele:
 - Você realmente se acha bom, né? Pois é, acontece que você não é; muito pelo contrário. Fica com ódio da minha mãe porque ela foi a única coisa boa que você conseguiu nessa sua vida de merda e a perdeu. E mais, enquanto ela seguiu a vida dela, conquistando cada vez mais coisas com trabalho, a única coisa que você fez foi dar o golpe do baú em uma songa monga ridícula e, por incrível que pareça, mais sem educação e noção do que você. É claro que eu não posso esquecer de citar que você não só fez isso, você conseguiu falir um negócio de mais de 15 anos. Poxa vida, você é melhor do que eu pensava! Só não te mando para a puta que pariu porque gosto muito da minha avó, ela não merece esse desgosto. Então vá a merda!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PERFEIÇÃO

Eu estava pensando, ontem, antes de dormir - porque eu não estava conseguindo dormir, de jeito nenhum - como seria estar com alguém, esse alguém que eu falei da última vez, comigo. Se morássemos juntos, ou apenas um estivesse dormindo na casa do outro. E então, escrevi isso, que eu achei lindo.
'Estaríamos deitados, abraçados - não literalmente, apenas com as mãos dadas, talvez -, sem camiseta e dormindo. No dia seguinte, ele acordaria primeiro e me daria um ou dois selinhos, apenas para me despertar com delicadeza. Eu abriria os olhos e pensaria, somente pensaria: "Meu deus, eu consegui. Tenho alguém aqui comigo, que talvez me ame, para dividir meu sorriso".
Então, ele me perguntaria sobre o que eu estava pensando, e eu diria que era sobre como eu era sortudo por tê-lo ali, comigo. Ele me olharia com o olhar debochado e falaria: "Sortudo, tem certeza? Eu chamaria mais de..." e diria alguma gracinha, alguma brincadeira que eu não sou capaz de pensar.

Talvez permanecêssemos deitados e, quase nunca falando, apenas nos olhando e cada um com seu pensamento sobre o que estava acontecendo. Nenhum dos dois iria ficar preocupado com pais e mães e famílias, nem com se assumir, e etc. Apenas curtiríamos o momento a sós.
Seria delicioso. Cada beijo, cada toque, cada provocação, de todos os tipos, cada olhar... E nada disso nos bastaria, porque não acreditaríamos estar realmente acordados. Nenhum dos dois achou que viveria para ver esse momento. Nenhum dos dois achou que conseguiria dividi-lo com alguém; que encontraria alguém.
E, finalmente, eu levantaria para fazer o café da manhã que nós comeríamos ao meio-dia, quando ele me puxaria de volta, dizendo que não queria que eu fosse a lugar algum. Eu daria uma risada despretensiosa, deitaria ao seu lado, como antes, daria um beijo delicado em sua boca, enquanto ele sorria de canto, e eu diria: "Precisamos comer... Temos a eternidade para ficar deitados nos amando...".
Ele retribuiria o meu beijo com uns 20, daqueles que a gente dá muito rápido, me abraçando, e levantaria comigo. Iríamos para a cozinha, eu faria meu café da manhã tradicional, com ovos e filé de frango. Comeríamos sem soltar um piu, apenas nos admirando entre si. Quando terminássemos, eu tiraria os dois pratos da mesa de cozinha americana, da qual estávamos cada um de um lado. Passaria pelo lado, para ir à sala, ele me abraçaria novamente, pela cintura, e sentávamos no sofá. Nenhum dos dois quis ligar a televisão, apenas sentamos, um encaixado no outro, como se tivéssemos sido feitos um para o outro. Eu fazia cafuné em sua cabeça e ele acariciava minha perna.
Assim fomos indo até o final do dia, ou até termos vontade de sair para beber, dançar, qualquer coisa assim.'
E esse seria um dia perfeito com o namorado que eu não tenho e, pelo jeito, não vou ter tão cedo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MEU PAI

Essa semana meu pai veio para casa. Com a família trapo toda. Sei lá, é meio típico, mas nunca me dei bem com ele. O que mudou, nos últimos tempos.
Fui trabalhar hoje - tenho feito esse serviço de ficar no elevador em um espaço para eventos - e pedi que ele fosse me buscar. Quando liguei, para o celular da minha avó, foi ele quem atendeu. Cheio de gracinhas, como as que ele fazia antigamente, quando eu detestava mais ele. Enfim, ele foi me buscar, mais sóbrio e conversando do jeito que eu prefiro que ele o faça.
E então, quando estávamos conversando na cozinha, minha avó me perguntou se eu havia ligado para uma mulher que me pediu para fazê-lo, pois me chamaria para fazer alguns serviços, quando eu disse que não e comentei, veja bem, apenas comentei, que não era na minha área, porém que ligaria.
Foi só eu dizer isso que ele começou a dizer que eu não tenho que me preocupar com ser ou não minha área, porque eu tenho dezoito anos e tenho que ser mais pretensioso para conseguir experiência de qualquer jeito, BLÁ BLÁ BLÁ!
Eu fiquei realmente bravo com o comentário dele. Afinal de contas, quem ele pensa que é para me dar algum tipo de conselho? Para começo de conversa eu apenas comentei que não era na minha área, porém deixei bem claro que ligaria sim para ela. Depois, ele não fez faculdade, não sabe qual é o tipo de coisa que eu quero e tenho que correr atrás. Além disso tudo, ele quer que eu seja pretensioso para quê? Chegar onde ele chegou? Na casa dos quarenta e sendo sustentado pela mulher com dinheiro e brigando com a família inteira dela.
Sabe, meu pai tem desses lances e me irrita muito. Lógico que eu não falo nada na cara de ninguém. Minha educação não permite isso, mas me dá muita vontade. Queria que pelo menos ele se tocasse! Nossa, como essas pessoas sem noção me provocam o mais puro ódio! Se ele soubesse... Por um acaso alguém na face da Terra aprende com o erro dos outros? Vou viver agora guiando minha vida de acordo com os passos que cada humano deu na vida.
E pra piorar ficou falando que eu vou engordar de novo, que é melhor eu me inscrever em uma academia, que ninguém vira magro; que quando emagrecemos, temos que viver de regime para o resto da vida.
O pessimismo está transbordando nele. E eu não tenho nada a ver com isso, ele que se dane!