domingo, 18 de janeiro de 2015

ENTÃO... (PARTE 1)

Wow... Quanto tempo fiquei sem escrever aqui. E voltei porque senti falta, depois de todo esse longo período de tempo.

No final do ano passado, afoguei todas as minhas decepções nas baladas que passei a frequentar - para desespero da minha avó - todo o final de semana. Claro que o relacionamento com meu ex, após 1 ano de recuperação chorando na minha cama abraçado com um travesseiro, já estava enterrado. Mas minha decepção tinha mais ligação com não encontrar ninguém para namorar, sendo bem claro e objetivo.
Portanto, mergulhando no mundo noturno e boêmio das baladas, minha única decepção era não ficar com alguém naquela noite. Lógico que, até me acostumar, tive algumas recaídas desnecessárias e tentei me apegar (sem sucesso) à um desses encontros casuais. Mas deu certo. Até que descobri o tinder.
O aplicativo de paquera é bem bacana e a proposta é nobre: um pouco mais de conforto para pessoas tímidas, independentemente da razão. No meu caso, por exemplo, é a excessivamente baixa autoestima. Enfim, voltando à atualização, conheci algumas pessoas, só com papo no começo. Marquei um encontro, não demos sequência e então chegamos onde eu queria: Henrique.
Foi outro match do tinder, mas diferente desde o começo. Sempre muito atencioso, puxando assunto e sendo a pessoa mais declaradamente fofa que já conheci, acabamos por marcar um encontro e, é claro que eu sabia que isso ia acabar em beijo.
Dito e feito. Mas não foi tão simples assim. Tivemos que adiar 2 vezes a data para podermos, finalmente, nos conhecer. Tudo muito bacana. Tanto que remarcamos e chegamos a nos ver 5 vezes, em dias seguidos. E foi muito bom, mesmo. Aquele sentimento de ser desejado por mais de um dia, como se eu tivesse qualidades agradáveis para ter-se acompanhado durante quase uma semana, era constante.
Ainda assim, eu tinha problemas quanto ao "me apaixonar". Não sei o que estava acontecendo, sendo bem franco, não me lembro, mas sei que isso foi a limite de eu me forçar uma paixão. E eu consegui gostar muito dele. Aí é que comecei a me ferrar.
Logo em seguida, fui para a praia com a família e, durante a viagem, além do meu rotineiro ciúmes, senti um distanciamento da parte dele. Vi que não mais puxava assunto, isso agora era minha tarefa, e que não se esforçava para que não ficássemos sem assunto...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ACHADO

Encontrei hoje por aí este poema que fiz um tempo atrás e do qual não me lembro ao certo as circunstâncias, mas acredito ser de extrema beleza, por isso compartilho.

Na vontade de descobrir o outro
Me perco
E descubro incertas
Minhas certezas

E quando me busco
Não vejo
Até me afogo
Num mar de deduções

Talvez
E provavelmente talvez
Precise que me falem
O que sou
E quem me fazem

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

WELL...

Faz realmente MUITO tempo que não escrevo algo aqui. Minha vida tem - finalmente - sido movimentada. Claro que não tanto do jeito que eu quero que seja, mas por ora está bom.
Tenho saído muito. Só baladas, na verdade. Porém, no momento, é só o que pode ser feito. Tenho conhecido pessoas novas e acabei por esquecer por completo o vazio que me domina por dentro.
Tantas bocas eu beijei nessas festas, tentando aliviar a dor que me consome toda vez que é lembrada... Normalmente funciona e mato meu desejo por alguns dias. Não foi o caso de ontem.

Saí para um lugar novo, como tem sido de costume. Conheci pessoas novas - infelizmente não do tipo que eu gostaria de ter conhecido, e nem beijavam bem. Fiquei com um cara que nem me dei o trabalho de perguntar o nome e uma menina - a descrição é a mesma para os dois. Me pareceu que eles não sabiam beijar direito... Usavam mais os dentes do que qualquer outra coisa; o que é curioso, porque a amiga que foi comigo disse que sofreu com esse mesmo problema numa noite em que beijou alguém naquele lugar.
Enfim, após tudo isso, como meio de encerrar a festa, por volta já de seis horas da manhã, o DJ tocou The Scientist, do Coldplay. Mesmo contra minha vontade, veio como uma avalanche na minha cabeça tudo o que eu tenho feito e vivido e o tal vazio que eu tanto temo, me dominou por completo.

Comecei a lembrar e perceber que, mesmo tendo sofrido neste meio tempo por alguns casinhos de balada que nunca dão certo, nunca mais, desde o garoto com quem me descobri mesmo sem dar sequer um beijo, vivi uma paixão. Nunca mais amei ardentemente alguém - uma coisa que, aposte, estou desesperado para fazer. Tento esconder isso e me apegar na superficialidade porque não quero sofrer tudo o que sofri por ele de novo... Fiquei quase um ano inteiro nessa ressaca de término, sem conseguir pensar em mais alguém ou na minha própria vida sem uma dose exagerada de auto piedade pela previsão de terminar meus dias sem ter encontrado uma alma que me faça companhia. É ridículo, eu sei. Em alguns momentos posso ver isso, na maioria restante, não.

Paralelo a isto ainda está toda a minha preocupação com me assumir para minha família; algo que eu não fiz ainda e tenho muito receio, porém muita vontade. Somo, ainda, o meu não conhecimento de causa com relações, o que causa e é ao mesmo tempo consequência de não saber começar um relacionamento. Não sei como agir nas situações em que falo com alguém que eu me interesso e acabo evidenciando meu desejo pelo outro. Em minha concepção, as relação tinham que ser fáceis; se me interesso por você, eu falo; se não, também falo. Não era para sermos tão complicados nessa questão, mas o ser humano é tão estranho... Desisti de entender.

Eu nunca sei o que concluir quando escrevo aqui, o que teoricamente reduz minha vontade de escrever porque não me ajuda em nada... Pode ser que eu demore novamente para escrever algo novo. Pode ser que não.

Veremos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

FUCKING POEM

Outro dia desses te conheci. Gostei de como foi.
Acabei por me importar mais do que deveria.

Acabou sendo uma noite de encontros e desencontros.
Eu estava decidido, não podia perder mais tempo
porque já o tinha perdido a vida inteira.

Eu estava alterado, como todos na ocasião
e, quando me surgiu, foi muito bom.
Te senti na minha boca, quase como de imediato,
tentei retribuir do jeito que pude a paixão que senti,
do jeito mais desajeitado e menos atraente possível.
Quando descolamos, acreditei que tivesse acabado,
mas aquela noite durou uma eternidade.

Ouvi declarações, e tentei fazer também,
porém creio terem saído da maneira errada.
Naquele dia te dei muitos beijos e um pouco

do que poderia ser meu coração numa bandeja.
Só mantenho a lembrança, da forma mais maníaca
e possessiva que pode-se imaginar.

TIREEEEEEEEEED

Honestamente, estou cansado, eu disse CANSADO dessa instabilidade emocional. Mudo de humor com a mesma facilidade com que troco de roupas, aliás, é mais fácil ainda. E mais rápido, o que só fode com tudo de vez.

Não sei explicar o que me acontece, de verdade. Muda o tempo eu já viro a pessoa mais carente da face da Terra, de repente me acho lindo, aí lembro que estou sozinho e fico procurando por defeitos em mim mesmo e consigo encontrar vários, afinal sou humano e nenhum humano que se preze se dá o luxo de ser perfeito.

Me sinto gordo, depois lembro que emagreci pra caralho, aí me acho feio, mas lembro que tem gente pior. Daí penso que um dia serei feliz, mas lembro que não sou tanto assim hoje e que a probabilidade de isso acontecer no futuro é muito remota, uma vez que estou nos meus dias de ouro e tenho: N-I-N-G-U-É-M!

Eu tenho expandido meu ciclo social consideravelmente bem, mas não consigo me manter num só humor ou com um humor normal, de gente. Eu sou sempre o esquisito e sempre sou contrário à várias coisas. Podem existir diversas explicações, eu sei, mas é difícil para que eu entenda que talvez, e somente talvez, nada disso tenha a ver comigo. Porque, afinal, como eu já disse, nenhum humano que se preze se dá o luxo de não ter defeitos. Creio que nos atraiamos justamente por isso. Nossos defeitos nos chamam um no outro. Aí entra a minha depressão, já que consigo encontrar uma justificativa romantica em quase toda bosta de sentimento que vivo, mas vida romantica está bem impossível no momento.

Eu entendo que antes de fazer minha cirurgia não vou nem conseguir entrar num relacionamento, não me sentiria a vontade para fazer sexo e sei que sexo é necessário para relacionamentos, ainda mais na minha idade. Tenho de ser coerente. Estou procurando por alguém da minha idade e quero começar um relacionamento privado de sexo?! Onde estou com a cabeça?

Não sei mais o que pensar. Tenho medo de ficar falando com meus amigos porque vão me achar ainda mais insuportável do que já sabem que eu sou e não estou a fim de ficar sozinho inclusive no quesito amizades até o final da minha vida. Mas queria muito desabafar. Não é mesmo coisa aqui, por trás do nome de um pseudônimo, num lugar onde ninguém vai ler os meus sentimento a respeito de ter ninguém na minha vida. Está aí um pessoa presente na minha vida, sempre: Ninguém!

Ah, esse eu conheço como nunca conheci nenhuma outra pessoa antes. Porque, como todos que já leram alguma bosta de publicação aqui sabem, eu não fico com alguém, eu não falo com alguém, eu não convivo e nem vivo com alguém. Eu sobrevivo comigo mesmo e não tenho perspectiv de mudanças.

Raiva me consome um pouco agora, mas no ritmo dessa música depressiva que estou escutando agora, logo logo entro em depressão de novo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

ATRASO DE VIDA

Final de semana passado saí. Como raramente acontece na minha vida, conheci gente nova. Na realidade as pessoas eu já conhecia, mas acabei me tornando mais próximo nas ultimas semanas. Me chamaram para sair e eu estou nessa fase de querer sair todo final de semana porque não aguento mais tédio em casa. Já tenho tédio demais na minha vida; aulas de filosofia baratas, trabalho onde não se trabalha - pelo menos não com o que eu gosto, de verdade... Enfim, estou adorando minha vida de baladeiro.
Quando me chamaram, foi uma surpresa, na realidade, porque eu não tinha consciência de que já era tão querido por estes, que hoje me são muito queridos também. Voltando à história; saímos, chegamos em um lugar que eu não conhecia. Uma balada hétero. Fiquei meio apreensivo; não tinha ido até baladas hétero antes porque adoro me soltar na pista de dança e soltar a franga, mesmo. Foi então que amigos dessa minha amiga me disseram que sempre rola mais gay em balada hétero do que nas próprias baladas gays. Uma lógica um tanto quanto confusa, mas que eu comprei, já que queria me divertir a qualquer custo.
Acabou que a dica, conselho ou relato por experiência, não sei, estava certo. Nunca - pasmem - nunca, eu tinha ficado com um cara numa balada, e sempre fui nas gays. Inclusive já fiquei com uma menina numa balada gay; estranho, mas real. Pois bem, nessa balada hétero fiquei com dois meninos. O primeiro eu nem tinha intenção de pegar alguém, ele estava passando atrás de mim, eu enrabei e ele topou, aí já senti encaixar o rebolado e ficamos. Foi bom, sem sentimento algum.
O segundo foi mais por acaso ainda. Contextualizando-os, era uma festa open bar. Sim, eu estava BEM alterado, rs. Esses que me chamaram para sair, fumam. Fui fazer companhia a eles no fumódromo, pois sempre faço quando saio com fumantes. Não ligo para a fumaça dos cigarros, até fumo de vez em quando.
Voltando, cheguei lá e os cretinos já tinham feitos mais amizades - preciso aprender isso com eles, fazer amizades fácil. Quando cheguei, inesperadamente me choveram elogios, como "sorriso lindo" "fofo" "se eu não fosse lésbica, seria pai do meu filho" etc. Se eu adorei? Creio nunca ter sido igualmente elogiado na minha vida. Foi muito bom. Então me apresentaram a segunda vítima de meu ataque... hahaha
Lembro (quase) claramente:
(amiga da minha amiga) - Esse daqui é o Gustavo. Ele nunca ficou com um Gustavo...
(eu) - Sério?! E quer ficar?
Já deu para perceber que foi rápido, né?! Pois é, a bebida nos faz isso. E é o que eu mais gosto nela! rsrsrs
Ficamos juntos o resto da noite. Nos perdemos algumas vezes, ele quis sentar no sofá e ficamos abraçadinhos, depois rolou um clima muito sexual, tipo ele me arrastou para um canto e tirou meu pênis para fora da calça, fiz o mesmo e masturbamos um ao outro. Eu estava tão alto que nem lembrei da minha vergonha pela fimose... Quando pensei nisso ele já estava... Vocês sabem...
Enfim, adicionei em facebook, peguei telefone e tudo mais, e não por iniciativa minha.
Mas é aí que começa a pior parte.
No dia seguinte mandei mensagem, falamos um pouco e dormimos. Mandei na segunda feira, ele demorou muito para responder e já fui perdendo minha esperanças. Fiquei um dia sem mandar e na quarta, a mesma demora.
Resolvi que não seria chiclete e não deixaria pensar que eu estava apaixonado, embora estivesse quase. Então não mandei mais nada e esperei pelo contato dele. Surpreendentemente (só para mim, todo mundo já sabia) ele não mandou nada. E ainda fiquei com essa estranha obsessão para com ele. Fico olhando seu status e vejo que está online, daí fico imaginando com quem está falando e o que fiz de errado para perdê-lo.
Desnecessariamente dramático, eu sei, mas todos aqui já me conhecem bem.
Hoje ele postou um trecho de um texto que fala sobre como é bom ser solteiro e etc... Enfim, para resumir, eu perdi as esperanças. Fiquei triste de não poder tê-lo em meus braços de novo, mas aliviado por finalmente ter uma posição, saber o que esperar.

Para encerrar, vou fazer uma espécie de Post-Scriptum, para explicar o que talvez justifique essa obsessão; quando estávamos na festa ainda, minha amiga veio me elogiar de novo, e eu já estava com ele. Quando ela disse de novo "se não fosse gay, seria pai do meu filho", ele respondeu:
 - Sabe por que essas coisas não acontecem? Porque ele vai ser meu!
 Na hora, como eu disse, estava alterado, então nem liguei. Mas isso fica batendo na minha cabeça e ainda mais por ele ter me dito, na hora, que não estava mal porque não tinha bebido tanto... Se ele estava consciente... Eu não sei mais o que pensar.
Pior; tenho medo de começar a pensar e acabar chegando à conclusão de que quero correr atrás dele... Isso só me foderia de vez.

 Já falei que a carência é uma merda, daquelas bem grandes e fedidas? Porque é. Senão pior. ¬¬

domingo, 3 de agosto de 2014

50 TONS DE CARÊNCIA

O mais triste é que se eu desaparecesse agora ninguém - além de família, é claro- sentiria a minha falta.
Eu chego a implorar por um sonho onde eu tenha alguém especial; um amor recíproco que me entenda e que me faça sentir tao especial quanto ele pensa que sou e tao especial quanto ele será para mim. Se é confuso de escrever, imagina sentir.
Fico meio chateado com isso tudo porque, na minha idade, as pessoas já tiveram milhões de relacionamentos e seus pedidos mais distantes de se realizarem são viagens ou coisas de marcas caras. Enquanto eu só queria estar com alguém.
Eu fico me policiando para sempre usar o termo "estar com alguém" ao invés do habitual "ter alguém", mas, pensando bem, eu queria ter alguém, mesmo. Ter alguém não no sentido de posse contra sua vontade; ter alguém que estaria tão encantada por nosso amor que se entregaria de corpo e alma por isso, bem como eu faria.
Parece que isso só se passa em sonho. Ainda ontem comentei com minha amiga que não vejo possibilidades de começar um relacionamento, simplesmente porque não sei onde conheceria o tal. Em nenhum dos ambientes que frequentou, existe a mínima possibilidade de conhecer alguém por quem eu possa me interessar.
Mas eu adimito que queria muito, mesmo, que esse sonho virasse realidade e eu tivesse novamente vontade de acordar no dia seguinte. Drama barato, eu sei, mas é que não da mais. Eu falei que me aposentaria disso por um tempo, mas a ideia fica rondando minha cabeça. É difícil não pensar nisso porque sempre ten um casal por perto, ou historias felizes, ou momento de carência e, poxa, isso é um saco.

domingo, 13 de julho de 2014

EU NEM SEI MAIS

Gosto de parar para refletir. O meu "parar", na verdade, se resume à alguns segundos que mais parecem horas, dias, meses... até anos. Mas eu gosto desses segundos. Nesses momentos eu me vejo, desde que me lembro, em flashes e isso me mostra o que eu me tornei/estou me tornando/me tornarei.
Acredito que esteja vivendo um momento de revelações mútuas e lentas, ao mesmo tempo. Estou me revelando para comigo mesmo e para os outros também. A cada dia que passa, aprendo mais um pouco de mim, e daí tenho que decidir o que fazer com isso; contar para alguém que eu confie completamente ou guardar para mim. Até mesmo tentar o impossível; tentar esquecer.
Quando digo alguém em quem eu confie completamente, é difícil pensar num nome. Não porque eu não confie em alguém; na verdade existem várias pessoas em quem eu confio, até demais, se considerarmos que confiança não se dá assim. Mas não confio no que eles farão depois disso.
Com o devido medo de ser repetitivo, de já ter contado isso aqui, vou explicar.
Conheci meus amigos de um jeito. O jeito que eu costumava ser. O "eu-interpretado"; afinal de contas eu sempre interpretei o papel de mim mesmo, desde que me lembro. Tentando ao máximo me conter, mesmo depois de entender isso tudo, talvez principalmente a partir daí. Só quando entendi o que eu sou é que pude me aceitar. Infelizmente vivemos numa sociedade assim, então é a minha realidade.
Quero chegar num ponto, que é: nos aproximamos daqueles com quem nos identificamos. Se, por um acaso, aquele que eu me aproximei, deixar de ser aquele com quem eu me identifiquei, vou me afastar dele. É uma relação lógica para mim.

Fico com medo de perder meus amigos, sim. Só os amigos de anos atrás, na verdade. Pelo o que tenho notado não vai ser tão fácil assim fazer amizades sinceras daqui para frente. Todos parecem ser de outro planeta; meio estranhos e interesseiros. Por isso não posso me dar ao luxo de perder os que eu tenho. São meus. Penso assim e ponto.

Eu quis escrever esse post falando sobre esquecer meus problemas quando assisto à séries, como a ultima que vi, Orphan Black. Falar também sobre a minha eternamente presente carência. Tinha até pensado em falar no meu quase imperceptível jeito explosivo, o qual eu nunca uso então ninguém sabe que eu tenho, às vezes até eu duvido. Parece que nem passei perto desses temas. Acho que deve ser um tipo de marca registrada minha. Rodear mais do que parece ser possível e não chegar em lugar nenhum. Depois me arrepender. Gente, isso é TÃO a minha cara!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

ESSA É MINHA:

"[...] não gosto de trabalhar com títulos; quem eles pensam que são? Se apenas uma palavra, ou um resumo, representasse tudo o que tem ali expressado, eu teria usado só aquela palavra, ou resumo, ao invés de fazer o trabalho completo."

A LEMBRANÇA

Sobre outro momento, achei legal seguir o "padrão"...

Outro dia desses te conheci. Não liguei pra isso.
Acabei por te notar tarde demais, na verdade.
Minutos depois nos perdemos e, depois, reencontramos.
Eu estava decidido, não podia perder mais tempo
e acabei por agarrar a oportunidade que tive -
coisa que eu não sabia que tinha
tamanha capacidade de fazer.
Senti sua mão na minha nuca, imediatamente
agarrei sua perna, onde consegui alcançar,
do jeito mais desajeitado e menos atraente possível.
Quando descolamos, sabia que não mais te veria
Mas não consegui fazer nada senão esperar
Por outra chance ou que você se atirasse,
o que eu sei que jamais faria.
Naquele dia te dei um abraço e um simples
beijo no rosto.
Só mantenho a lembrança, da forma mais maníaca
e possessiva que pode-se imaginar.



 O primeiro: http://prarespirar.blogspot.com.br/2014/05/o-papel.html

TWEET

"Eu sei que escrever mais de 140 caracteres é relativamente contra a política e intenção do site, mas, às vezes - não sempre - precisamos escrever mais do que isso, de uma vez só e sem tentar ser engraçado ou chamar atenção de qualquer maneira que seja.
Aliás, comecei a utilizar de fato esta conta que tenho desde sabe-se lá quando, com o único propósito de falar o que eu teoricamente não posso, ou simplesmente não quero, em outros lugares. Em meu nome.
E tenho me sentido culpado - como sempre, na verdade - por algo que não é minha culpa. Eu realmente não acho que eu seja obrigado a fazer coisas que eu não queira, pelo menos por ora, e também não acho que todos ao meu redor são obrigados à entender; é só que me parece algo tão simples! Não vou entrar nos detalhes sórdidos, mas acho de tamanho egoísmo pensar apenas no seu lado. Acreditem, considerei todos os lados possíveis e imagináveis para isso e, a única explicação plausível, é que eu nunca signifiquei nem nunca significaria nada. Honestamente, não é o que eu quero. Li esse dias "Não estou procurando nada, porque não perdi", e isso me fez incrível sentido.
Escrever o que penso, aqui, me dá certo alívio. Por isso me sinto na obrigação de fazê-lo.
Mesmo que ninguém vá lê-lo (e principalmente por isso)."

sexta-feira, 4 de julho de 2014

ATUALIZAÇÃO

Bom, o que posso dizer? Minha vida continua na mesma.
Claro, agora tenho um emprego e faço coisas que, em maior parte, gosto - e sou muito grato por isso.
Ainda não estou namorando ninguém. Não lembro se cheguei a mencionar aqui, mas comecei a utilizar o Tinder com o intuito de achar alguém.
É difícil, na verdade. Muito engraçado, devo-lhes confessar; julgar os outros sem compromisso nenhum e ainda rir das pessoas feias me deixa entusiasmado! rs
Mas é difícil. Quando encontro alguém em quem eu (incrivelmente) não aponto defeitos, tem ainda a questão inteligência e tudo mais.
Tenho trocado mensagens pelo whats app com um dos matches. Ele é legal e fala de um jeito todo especial, o que faz dele especial para mim.
É só que eu estou tão carente que qualquer coisa já me faz envolver e eu não gosto disso. Apesar de ser ótimo sentir que eu não estou morto e que ainda tenho a capacidade de me apaixonar, mesmo com o coração cheio de hematomas, é horrível ficar com dúvidas.
Dúvidas sobre se ele é quem diz que é, quem aparece na foto - porque isso tem influência SIM, nem adianta tentarem me convencer do contrário, porque é mentira. Dúvidas sobre o sentimento que estou desenvolvendo contra a minha vontade será correspondido. Dúvidas sobre o por que ele demora TANTO para responder o whats app que eu mando. Dúvidas sobre, se ele gostar mesmo de mim, será que vai dizer "eu te amo"? Dúvidas sobre o que vai acontecer se, um dia, terminarmos. Será que vou entrar em depressão ou fazer qualquer babaquice que as pessoas por aí vivem fazendo?
É claro que não sei nenhuma dessas respostas e, mesmo que soubesse, a maioria não mudaria minha vida. Mas sou assim, sofro por antecipação.
Queria saber lidar melhor com tudo isso, mesmo. Parece que sou uma criança recém chegada na pré-escola e se deparando com o primeiro amor. Óbvio que esta posição já foi ocupada na minha vida, de ambas as formas - por homens e por mulheres.
Não sei, só precisava desabafar, por que me sinto preso, sem ter para quem contar o que me acontece.

terça-feira, 24 de junho de 2014

TRISTE REALIDADE

Eu sou o que eu sou e ninguém pode negar; quem me conhece há pouco sabe como eu sou e quem me conhece de longa data até adivinha o que vou fazer.
Posso ser o quão rebelde eu quiser, mas nada vai mudar este fato: sou previsível.
Ok, até visto a carapuça. O problema é: "No que focar quando você aceita?". Eu já aceitei muita coisa na minha vida; minha sexualidade, meu jeito, tudo o que é meu e que eu fui descobrindo aos poucos eu fui aceitando, até mesmo a minha suposta incapacidade de dizer não e de fazer com que as pessoas me olhem como um monstro ou qualquer coisa do gênero (na verdade a capacidade eu tenho, só não gosto muito de usar) - contra as quais eu travo uma batalha diária.
Ou seja, eu mudo, sempre e constantemente. Gosto disso até, não tenho como me descrever porque detesto atualizações de coisas já feitas, prefiro fazê-las de novo, então é melhor simplesmente não descrever para não ter que corrigir.
E nisso de ter no que focar eu me pergunto: Qual a minha razão? Pelo o que eu luto? Por quem eu lutaria?
E eu não sei. Não tem ninguém nesse nível na minha vida. Lógico, tem família, mas creio que todos sabem que não é disso que estou falando. Isso é um cuco permanente que, de vez em quando, vem (me) atormentar.

A carência pode ser definida de vários jeitos, dependendo de por quem ela está sendo sentida. No meu caso, é a falta de ter alguém com quem contar, para tudo, alguém que eu possa realmente abraçar da maneira que eu quero, alguém que me dê a mão e que enxergue beleza onde nem eu posso; em mim mesmo.
Eu sei, eu sei, sou um eterno romântico/iludido, mas, como já disse, tem coisas das quais não podemos fugir, e essa é uma delas - infelizmente, diga-se de passagem.

É simplesmente incrível como eu adoro dar voltas e não falar nada, né?! Mas, na verdade, a razão de tudo isso é que me interessei por um garoto do twitter - sim, de novo.
Eu não sei, é que eu fico tão preso em casa que as janelas que se abrem perante a mim sempre são através da internet. O foda é que eu nem falo com ele, nem com ninguém além da minha irmã naquele site e é estranho eu ficar me interessando assim pelas pessoas que eu nem conheço e nem sei nada a respeito... Pode ser carência, claro que pode, mas o fato é que eu fiquei interessado. Vê-lo chorar me deixou de coração partido, ainda mais quando eu sei que é por outra pessoa.

Estava realmente triste hoje (eu). Fui levar minha irmã até o fim de mundo em que ela vive e voltei com pensamentos suicidas. Só pensamentos mesmo, eu me acho muito inteligente para tentar alguma coisa na verdade. Mas não é meu habitual.

Mais uma vez, a conclusão lógica e que resume toda a minha vida; eu preciso de um psicólogo, não de um namorado.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

TODAY

Fico meio inconformado com algumas coisas que vejo no meu dia a dia. Trabalho no setor de comunicação e marketing de uma faculdade, onde sempre nos incentivam a inovar para o bem dos alunos e nos manter como os melhores em diferenciais e infraestrutura. Um colega meu teve uma ideia e eu gostei, seria quase como aplicar meus conhecimentos, ensinando-os, por assim dizer, para outros (os alunos).
Pois bem, agarrei a ideia e resolvi contá-la para a coordenadora geral dos cursos. O resultado foi um susto gigante.
Enquanto nos falam no trabalho e na faculdade que precisamos, cada vez mais, ser profissionais completos, que façam a diferença realmente, os líderes que temos e que nos instruem a isto são os mais incompletos que existem. Nessa minha tentativa de agregar conhecimento de humanas aos alunos de exatas, o que os tornaria mais completos, sem via de dúvidas, essa mesma pessoa pela qual tem que ser aprovada a minha ideia não consegue interpretar o que lhe é exibido.
Traduzindo, expliquei cinco vezes a mesma coisa e ela cismou por não entender nada, repito, nada do que eu disse.
Ainda quis discutir - no bom sentido da palavra, é claro - a respeito de nomenclaturas as quais eu aprendo há dois benditos anos na faculdade e por um acaso ela, que não sabe a diferença entre couché e sulfite, acha saber mais que eu.
Desculpe-me, mas fico realmente abismado com o nível de conhecimento que nossos líderes, representantes, ou seja lá como queriam chamar, têm. Há pouco tempo descobri que a coordenadora do meu curso na faculdade nem formada é.
Cadê a completude da droga de conhecimento desse povo, que tanto nos quer ver completos?
É claro que não vou desistir das minhas ideias e muito menos de reivindicar o conhecimento que me é de direito, mas isso sempre dificulta as coisas.

domingo, 15 de junho de 2014

MAIS POEMAS

Não me interessa muito o que alguém que esteja lendo este blog pense, afinal nunca ninguém comenta nada mesmo. Aliás, o intuito desse blog não é ser visto, portanto se tem alguém vendo... Não precisa ir embora, mas não faço nada especificamente para ver. Porém, pode sentir-se a vontade.

Enfim, tem mais poemas que fiz e são esses:

Não é bem
nem bom
É só o medo
que pode ser um
ou outro
Mas que decidiu-se
pela indecisão

Não tem alívio
Não tem pressão
Nem a vontade
é mais noção
Do que a dúvida
da necessidade
Sobre a razão

Podem ser dois, pode ser apenas um. Interprete como quiser.

BOLETIM

Hoje o dia começou bem mais ou menos, na verdade. Acordei cedo porque precisei ir trabalhar de ultima hora, mas nada muito comprido; na verdade eu  fiquei dentro de um táxi quase 1 hora. Nada a mais.

Eu já estava tentando marcar desde semana passada de sair esse final de semana, com o mesmo pessoal com quem eu sempre saio. Daí, enfim, confusões a parte, acabei indo para um barzinho na Vila Mariana que, meu deus, não quero voltar tão cedo - talvez nunca mais na minha vida.
Um lugar BEM trash e tive que pagar R$ 30,00 para entrar, daí quando fomos ver, a banda que eles queria ver já tinha tocado, daí saímos, simples assim.
Dinheiro jogado no lixo.
Depois fomos para o shopping e eu engordei um pouco comendo BK, mas nada que eu possa fazer a respeito.
O que me deixou meio esquisito foi ter visto minha amiga toda cortada e tomando remédios para depressão e, sei lá. Nunca achei que ela seria desse tipo e, se fosse, jamais achei que chegaria em tal ponto. Fiquei bem triste com isso.

Como sempre, não tenho nenhuma conclusão, pelo menos ainda. Então vou encerrar com meu típico "Sei lá".

quinta-feira, 12 de junho de 2014

COPA DO MUNDO

Todos num clima mundial de alegria, torcendo pelo seu país sair com a vitória desse torneio que é celebrado a cada quatro anos de longa espera.

NÃO. Chega de copa do mundo, chega de papo furado, chega de hipocrisia, chega de gente chata. Hoje eu acordei 3, eu disse três, vezes e dormi de novo porque me recuso a ficar confraternizando nesse clima de babaquices e tudo mais. Todo mundo esquece, simplesmente, o resto do mundo.
Existe gente mais burra que brasileiro? Em meio a protestos e injustiças recentemente expostas no país, todo comemorando gols? Me poupe. Não tenho paciência para esse tipo de coisa.

Quase não fiquei o dia inteiro com a minha família porque eles estavam assistindo futebol e também não podia abrir o meu facebook, porque todo mundo de verde e amarelo. Decidam-se, ou exigem condições de vida ou comemoram dribles insignificantes.

Sabe, meu sonho de morar em NY se dá ao "fugir da minha família"; difícil acesso, falta de comunicação... seria o paraíso! Agora, eu não acredito que exista um país sequer no qual eu posso fugir da droga desse evento.
Se existir, por favor, me enviem já por comentário e com o link da passagem aérea, o mais rápido possível. Grato.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

POEMA

Seguindo pelo caminho que dei início ontem, de madrugada escrevi outro poema.

Enquanto você discursa o não
Teu peito explode com um simples talvez
E pode ser que não saibas, mas
O surgimento da tal luz que nos é prometida
Acaba por não apenas iluminar o fim
Mas o túnel por completo
E a escuridão teme mais que tudo essa claridade
Então por mais errado que nos pareça
Agarre quem te quer, se o quiser de igual forma